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Caixas de som seguem proibidas nas praias do Litoral Norte gaúcho, mas fiscalização enfrenta dificuldades

Mesmo com leis em vigor em cidades como Torres e Capão da Canoa, uso de equipamentos de som continua comum na faixa de areia

2 jan 2026 - 12h24
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O uso de caixas de som na faixa de areia é proibido por lei em algumas das principais praias do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, como Torres e Capão da Canoa. Apesar disso, a presença desses equipamentos ainda é frequente durante a temporada de verão, em razão de limitações na fiscalização e da dificuldade de manter o cumprimento contínuo da norma.

Foto: Freepik / ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

Em Torres, a legislação que veda o uso de caixas de som nas praias foi sancionada em 2023. Já em Capão da Canoa, a proibição está em vigor desde 2021. Mesmo assim, quem circula pela orla percebe que músicas de diferentes estilos seguem sendo reproduzidas em volume elevado, especialmente em dias de maior movimento.

Na Praia Grande, em Torres, situações de conflito entre veranistas não são incomuns. Na tarde da última quarta-feira (31), por exemplo, houve discussão entre grupos após um deles se recusar a reduzir o volume de uma caixa de som. Sem acordo, uma das famílias acabou se afastando do local.

— Não pedi para desligar, só para baixar o volume. É Ano-Novo, claro, mas o som alto acaba incomodando quem está perto, relatou a veranista Melina Fischer da Silva, de 38 anos.

Estrutura limitada em Torres

A prefeitura de Torres informa que realiza fiscalizações, mas admite limitações operacionais. Atualmente, apenas 10 servidores são responsáveis por fiscalizar mais de 20 quilômetros de faixa de areia. A administração municipal prevê a contratação de outros 10 agentes ao longo de 2026.

— Não conseguimos fiscalizar tudo. A estrutura é insuficiente para a demanda, afirmou o prefeito Delci Dimer.

Segundo o secretário de Turismo, Gabriel de Mello, quando há abordagem, os agentes solicitam que o equipamento seja desligado. Em caso de recusa, a caixa de som pode ser apreendida. No entanto, o problema costuma se repetir.

— O agente orienta, a pessoa desliga, mas depois liga novamente. Contamos com apoio da Patrulha Ambiental da Brigada Militar, porém eles também têm outras demandas, explicou.

Campanhas educativas com panfletos chegaram a ser realizadas no último verão, mas, de acordo com o município, os resultados foram limitados.

Ações em Capão da Canoa

Em Capão da Canoa, a fiscalização ocorre de forma integrada com a Brigada Militar. Segundo a prefeitura, operações vêm sendo realizadas desde o início da temporada, resultando na apreensão de mais de 10 caixas de som, muitas delas de grande porte.

— São equipamentos grandes, que realmente impactam o sossego coletivo. Seguimos exemplos de municípios onde a lei funciona bem, como em Santa Catarina, afirmou o secretário da Fazenda, Fabrício Zambra.

No município, a população também pode colaborar com a fiscalização, realizando denúncias pelo WhatsApp (51) 99116-6068 ou pelo telefone 190.

Mesmo com a legislação em vigor, prefeituras reconhecem que o desafio segue sendo equilibrar a convivência entre os frequentadores da praia e garantir o cumprimento das regras durante os meses de maior fluxo de turistas.

Com informações: GZH

Porto Alegre 24 horas
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