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Terrorismo em Brasília: três vezes em que a Praça dos Três Poderes foi alvo de atos antidemocráticos

14 nov 2024 - 09h50
(atualizado às 12h56)
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Na noite de quarta-feira (13), um homem foi responsável por duas explosões e pelo incêndio de um carro na Praça dos Três Poderes em Brasília. Apesar de sua gravidade, o ato, que foi classificado como terrorista,  não é a primeira ameaça física às instituições da política brasileira.

Brasília já foi alvo de depredações em nome de atos antidemocráticos ao longo das últimas décadas
Brasília já foi alvo de depredações em nome de atos antidemocráticos ao longo das últimas décadas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

O que aconteceu em maio de 1989?

Em 1989, Brasília vivenciou um dos primeiros casos de invasões aos seus prédios governamentais. Durante o governo de José Sarney, o motorista João Antônio Gomes roubou um ônibus e invadiu o Palácio do Planalto. Este evento, ocorrido em 30 de maio, apesar de não ter resultado em vítimas, causou danos físicos significativos e trouxe à tona questões sobre a segurança dos espaços públicos da capital.

Nessa ocasião, Sarney estava em viagem e foi informado do incidente pelo Serviço Nacional de Informações (SNI). Já o motorista foi contido por agentes do Planalto e depois responsabilizado por suas ações.

Uma ameaça aérea

Menos de um ano antes da invasão com o ônibus, Brasília esteve novamente sob ameaça. Em 29 de setembro de 1988, Raimundo Nonato Alves da Conceição sequestrou o voo 375 da Vasp. Armado com um revólver, ele planejava colidir o avião no Palácio do Planalto. O ato, que envolveu mais de cem pessoas a bordo, destacou não apenas a vulnerabilidade aérea da capital, mas também a necessidade de protocolos de segurança mais rígidos.

O caos se instaurou quando o sequestrador feriu o co-piloto Ronaldo Dias e exigiu mudanças de rota. O comandante Fernando Murilo de Lima e Silva, por sua vez, conseguiu evitar a tragédia ao realizar manobras arriscadas e pousar o avião em Goiânia, num episódio que durou horas e testou a paciência e habilidades de todos os envolvidos.

Eles chegaram a voar para Brasília, mas o comandante voou propositalmente por cima das nuvens. Dois aviões da Força Aérea Brasileira já acompanhavam o voo, preparados para derrubá-lo se a aeronave fizesse alguma aproximação perigosa.

Nonato mudou de ideia, e mandou o comandante voar para São Paulo. O comandante estava preocupado com a falta de combustível e, quando avistou o aeroporto de Goiânia, não pensou duas vezes, Fez uma manobra de alto risco, que deixou Raimundo desacordado.

Depois do pouso, o sequestrador acordou antes que o comandante pudesse pegar seu revólver. Então, ele liberou os feridos, mas manteve 90 reféns. Em seguida, exigiu outra aeronave para levá-lo a Brasília e cumprir seu plano.

Um avião supostamente pronto chegou na pista algumas horas depois. Quando entrou, o criminoso se deparou com um agente da Polícia Federal. Após uma troca de tiros, Raimundo foi baleado e morreu enquanto se recuperava no hospital. A equipe médica suspeita que a causa da morte foi um envenenamento.

Atos golpistas em Brasília

Os atos de 8 de janeiro de 2023 marcaram mais uma tentativa de ruptura institucional no Brasil. Centenas de golpistas invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, uma semana após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As ações foram condenadas vigorosamente pela sociedade e continuam em análise pelas instituições.

Até agora, o STF já condenou 265 pessoas por participação dos atos - detas, 223 participaram de crimes mais graves, e 42 de crimes mais leves. O Supremo também fez acordos com 476 pessoas, e absolveu quatro cidadãos.

Perfil Brasil
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