Luigi Mangione não será condenado a pena de morte por assassinato de CEO de plano de saúde
Juíza do caso aponta que a acusação federal de homicídio contra Mangione é falha, mas considerou as acusações de perseguição
Luigi Mangione não será condenado à pena de morte pelo assassinato do CEO Brian Thompson, mas seguirá enfrentando acusações de perseguição, com possibilidade de prisão perpétua.
A juíza que cuida do caso de Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, impediu que os promotores federais dos Estados Unidos peçam a pena de morte do rapaz, de 27 anos. A decisão foi dada nesta sexta-feira, 30.
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De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), a magistrada Margaret Garnett considerou a acusação federal de homicídio contra Mangione falha e por isso a rejeitou. No entanto, ela manteve as acusações de perseguição (stalking), que podem levá-lo à pena máxima de prisão perpétua.
Thompson foi morto em 4 de dezembro de 2024 com tiros pelas costas diante de um hotel de luxo no coração de Nova York, onde ocorreria a conferência anual de investidores do UnitedHealth Group.
A polícia encontrou Mangione em Altoona, Pensilvânia, no dia 9 de dezembro, com uma pistola de 9 mm com silenciador, roupas compatíveis com as usadas pelo atirador nas imagens captadas por câmeras de segurança e um caderno detalhando a intenção de "eliminar" um CEO do setor de seguros.
Alguns americanos que criticam os altos custos dos serviços de saúde e o poder das seguradoras passaram a ver Mangione como um "herói popular". Ele segue detido em uma prisão federal no Brooklyn.
Em 25 de abril de 2025, cerca de um mês após ser indiciado pela execução, o suspeito se declarou inocente das acusações federais e estaduais. A seleção do júri no caso federal deve começar em 8 de setembro.
Já o julgamento estadual ainda não tem data para acontecer, mas o gabinete do promotor distrital de Manhattan enviou uma carta ao juiz do caso, na última quarta-feira, 28, solicitando que a sessão seja marcada para 1º de julho.