Ex-apresentador da CNN é preso por protesto contra o ICE nos EUA
Don Lemon foi preso na noite de quinta-feira, 29, e deve comparecer ao tribunal federal em Los Angeles nesta sexta-feira, 30
O ex-apresentador da CNN Don Lemon foi preso por participação em protesto contra o ICE em uma igreja em Minnesota e deve comparecer ao tribunal federal em Los Angeles para responder às acusações.
O ex-apresentador da CNN americana Don Lemon foi preso na noite de quinta-feira, 29, por ter participado de um protesto em uma igreja em Minnesota, nos Estados Unidos, contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
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Lemon estava com dezenas de manifestantes contrários ao ICE quando invadiram a Igreja Cities em St. Paul, no início deste mês, durante um culto religioso. Ele, no entanto, afirmou que estava trabalhando durante a manifestação. Em um vídeo na época, Lemon disse que "estava apenas fotografando". "Não faço parte do grupo, sou jornalista."
Segundo a CNN dos EUA, o jornalista deve comparecer ao tribunal federal em Los Angeles nesta sexta-feira, 30. Lemon foi preso no saguão de um hotel em Beverly Hills. Ele tinha viajado para Los Angeles para cobrir o Grammy Awards.
"Don é jornalista há 30 anos e seu trabalho em Minneapolis, protegido pela Constituição, não foi diferente do que ele sempre fez. A Primeira Emenda existe para proteger jornalistas cujo papel é revelar a verdade e responsabilizar aqueles que detêm o poder", disse a advogada dele, Abbe Lowell, em um comunicado divulgado hoje.
"Em vez de investigar os agentes federais que mataram dois manifestantes pacíficos em Minnesota, o Departamento de Justiça de Trump está dedicando seu tempo, atenção e recursos a essa prisão, e essa é a verdadeira prova de irregularidades neste caso", acrescentou Lowell.
"Este ataque sem precedentes à Primeira Emenda e a tentativa transparente de desviar a atenção das muitas crises que esta administração enfrenta não serão tolerados. Don lutará contra essas acusações com vigor e rigor no tribunal", completou.
Além da prisão do ex-âncora, a procuradora-geral Pam Bondi anunciou outras prisões ligadas à invasão na igreja. Na semana passada, o Departamento de Justiça tentou indiciar no caso oito pessoas, incluindo Lemon, mas um juiz rejeitou as acusações contra cinco delas, alegando insuficiência de provas.
Lemon foi demitido da CNN em 2023, e, atualmente, trabalha de maneira independente em um canal no YouTube. Ele é um crítico do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.