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Inovação

De olho no 'sonho americano', Digibee recebe aporte de US$ 25 mi liderado pelo SoftBank

Startup ajuda grandes empresas na integração de sistemas digitais

3 fev 2022 - 08h10
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A startup brasileira Digibee, que ajuda grandes empresas na integração de sistemas digitais, anuncia nesta quinta-feira, 3, o recebimento de um aporte de US$ 25 milhões. Com os novos recursos, a empresa pretende alavancar sua operação nos Estados Unidos - o plano é terminar 2022 com R$ 165 milhões em receita, um crescimento de 230% em relação ao ano passado.

A rodada foi liderada pelo conglomerado japonês SoftBank e teve participação dos fundos Kinea Ventures e G2D Investments. Até então, a Digibee havia levantado R$ 53,5 milhões em aportes - Paulo Veras, fundador da 99, e Laércio Albuquerque, presidente da Cisco na América Latina, estão entre os investidores da startup.

Fundada em 2017, a Digibee é dona de uma plataforma em nuvem que funciona como o "coração" da transformação digital em grandes empresas, conectando as várias peças necessárias para digitalizar processos. Naturalmente, a startup tem acelerado seus negócios nos últimos anos em meio às mudanças forçadas pela pandemia: a Digibee fechou 2021 com R$ 50 milhões de receita, alta de 213% na comparação com 2020.

O serviço é usado em diferentes indústrias - ao todo, a Digibee atende 250 empresas, entre elas Itaú, B3, Carrefour e Assaí. A Bolsa brasileira, por exemplo, usa a ferramenta para integrar seus sistemas de negociação de balcão com os sistemas das corretoras. A Digibee também atende laboratórios, conectando-os com o Ministério da Saúde para entregar em tempo real os novos casos de covid no País.

"Existem uma série de componentes que precisam ser integrados para mover dados de um lado para o outro. Nossa plataforma automatiza boa parte do trabalho do desenvolvedor utilizando uma abordagem no-code", diz Rodrigo Bernardinelli, fundador e presidente executivo da Digibee, em referência às ferramentas que dispensam o uso de programação.

Como a integração de sistemas frequentemente é um ponto de vulnerabilidade para as empresas, a Digibee também se enxerga como um serviço focado em cibersegurança, que protege os dados sensíveis transacionados. "Com a padronização da nossa plataforma, conseguimos entregar uma experiência mais segura do que se o próprio cliente fosse cuidar disso", afirma Bernardinelli. Segundo ele, a plataforma funciona com criptografia, cofre de senha e autenticação de múltiplos fatores.

Expansão

O novo cheque será usado para impulsionar a operação da Digibee nos EUA. Bernardinelli explica que a entrada no País é fundamental porque a empresa precisa aumentar sua receita em dólar. Além disso, a startup espera que as terras do Tio Sam sejam um trampolim para expandir a tecnologia globalmente. "Desde a primeira linha de código, construímos nossa plataforma para ser global. Ela nasceu em inglês e depois traduzimos para o português", conta o executivo.

A empresa tem atualmente 15 funcionários nos EUA e espera somar 100 pessoas no país até o final do ano - Bernardinelli também mudou com sua família para a Flórida. Ao todo, contando com a operação no Brasil, a Digibee tem hoje 160 funcionários e pretende terminar 2022 com uma equipe de 400 pessoas.

O presidente executivo da startup afirma que já mantém conversas com fundos norte-americanos para levantar uma próxima rodada de investimentos até o final deste ano. "A meta é fazer o IPO da empresa nos próximos cinco anos", diz.

Estadão
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