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Após aporte, Nubank é a sétima startup mais valiosa do mundo

Fintech é superada apenas por nomes como ByteDance, SpaceX e Didi

13 jun 2021 16h10
| atualizado às 16h46
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Após o aporte de US$ 1,15 bilhão, que teve a participação de US$ 500 milhões, do megainvestidor Warren Buffett, o Nubank não tornou-se apenas a principal startup da América Latina, assustando os bancos tradicionais brasileiros. A empresa fundada por David Vélez tornou-se uma das 10 startups mais valiosas do mundo.

Com a nova avaliação de US$ 30 bilhões, o Nubank é hoje a sétima startup mais valiosa do mundo, segundo um ranking da consultoria CBS Insights. A fintech brasileira fica atrás de nomes como ByteDance, dona do TikTok, SpaceX, empresa de Elon Musk, e Didi, dona da 99 no Brasil. No top 10, o Nubank supera nomes como a Epic Games, produtora dona do popular jogo Fortnite. As 10 startups mais valiosas do mundo são: ByteDance (US$ 140 bilhões), Stripe (US$ 95 bilhões), SpaceX (US$ 74 bilhões), Didi (US$ 62 bilhões), Klarna (45,6 bilhões), Instacart (US$ 39 bilhões), Nubank (US$ 30 bilhões), Epic Games (US$ 28,7 bilhões), Databricks (US$ 28 bilhões) e Rivian (US$ 27,6 bilhões).

Na lista de unicórnios (empresas avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão da consultoria), a avaliação do Nubank supera em US$ 10 bilhões o valor de todos os outros unicórnios brasileiros da lista. Ao valer US$ 30 bilhões, a fintech supera QuintoAndar (US$ 4 bilhões), Wildlife (US$ 3 bilhões), Loft (US$ 2,9 bilhões), C6 (US$ 2,1 bilhões), Creditas (US$ 1,75 bilhão), Vtex (US$ 1,7 bilhão), Movile (US$ 1 bilhão), iFood (US$ 1 bilhão), Loggi (US$ 1 bilhão), Ebanx (US$ 1 bilhão) e MadeiraMadeira (US$ 1 bilhão). Juntas, as 11 startups valem US$ 20,45 bilhões.

Com sede em São Paulo, o Nubank tem 40 milhões de usuários no Brasil, no México e na Colômbia, de acordo com a companhia. Desde a fundação, em 2013, a empresa já levantou cerca de US$ 2 bilhões em rodadas de financiamento.

Segundo Vélez, porém, uma listagem do Nubank em Bolsa não está nos planos da empresa no momento, embora deva acontecer no futuro. Ele afirma que a companhia pretende continuar se expandindo, particularmente nos ramos de investimento e seguros nos três países em que já opera. O plano é expansão orgânica, mas ele não descartou aquisições.

"O foco principal será continuar na liderança do mercado de bancos digitais do Brasil, que é cada vez mais competitivo", disse Vélez. "O aumento da digitalização, do uso do e-commerce, todas essas tendências continuam a acontecer de maneira independente do crescimento do PIB ou do ambiente político."

Estadão
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