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De Eduardo Campos a Ariel Sharon: relembre as mortes de 2014

Relembre as pessoas e os casos que fizeram de 2014 um ano de grandes perdas

10 dez 2014
10h09
atualizado em 5/12/2018 às 16h18
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Uma coisa é certa: 2014 foi um ano de relevantes e numerosas perdas. A impressão que temos é de que, seja em conflitos violentos, epidemias, ou mesmo na política, na economia, nas ruas, entre pessoas comuns, há muita história que teve seu ponto final em 2014. 

É quase impossível pontuarmos todas as pessoas que se foram ou relembrarmos todas as grandes mortes no Brasil e no mundo, mas listamos algumas perdas que serão difíceis de esquecer. 

POLÍTICA

Eduardo Campos

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

(Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão)

A morte de Eduardo Campos marcou não só o ano de 2014, como também a história da política brasileira. O ex-governador de Pernambuco e então candidato à presidência da República pelo PSB saiu do Rio de Janeiro, na manhã de 13 de agosto, em um jato executivo modelo Cessna 560XL com outras seis pessoas, e foi em direção a Santos para um evento da campanha. Porém, quando a aeronave se preparava para o pouso, arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o jato. Além dos sete mortos, pelo menos 10 pessoas ficaram feridas, pois a aeronave caiu em um bairro movimentado da cidade litorânea.

O violento acidente causou estragos, a interdição de imóveis na área, além de deixar escombros e uma cratera de mais de 10 metros, com pelo menos 3 metros de profundidade. Segundo foi relatado na ocasião, havia partes de corpos a mais de 130 metros do local de queda. Uma equipe de mais de 40 homens do Corpo de Bombeiros trabalhou no local com ajuda de retroescavadeiras na busca dos restos mortais.

A Aeronáutica trabalha nas investigações sobre as causas do acidente – que podem levar até um ano.

Campos morreu no mesmo dia que seu avô Miguel Arraes (13 de agosto de 2005), 9 anos depois. Eduardo Campos foi velado, em 17 de agosto, no Palácio do Campo das Princesas, em Recife (PE). Milhares de pessoas acompanharam o cortejo até o cemitério de Santo Amaro. Sua família e alguns aliados políticos vestiam roupas ou lembravam a frase do político “não vamos desistir do Brasil”.  

Outras vítimas do acidente:

Foto: Instagram / Reprodução

Pedro Almeida Valadares Neto - assessor direto de Eduardo Campos
Carlos Augusto Ramos Leal Filho - assessor de imprensa do candidato
Alexandre Severo Gomes e Silva - fotógrafo oficial da campanha
Marcelo de Oliveira Lyra - cinegrafista da campanha
Pilotos: comandante Marcos Martins, comandante José Stoffel Filho

Plínio Soares de Arruda Sampaio

Foto: Wikipédia
(Foto: Wikipedia)

O político, ativista, advogado, intelectual brasileiro, filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e ex-candidato à presidência do país (em 2010, recebeu quase um milhão de votos) morreu em 8 de julho deste ano, após sofrer falência múltiplas dos órgãos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Plínio lutava contra um câncer nos ossos e estava internado há um mês, mas não resistiu e faleceu aos 83 anos.

Adib Domingos Jatene

Foto: Wikipédia
(Foto: Wikipedia)

Adib Domingos Jatene foi secretário estadual de Saúde no governo Paulo Maluf e duas vezes ministro da Saúde, durante os governos Collor e Fernando Henrique Cardoso. Jatene era também diretor-geral do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, e foi um dos criadores do Instituto Dante Pazzanese, referência no tratamento de cardiopatias.

O médico morreu aos 85 anos no dia 14 de novembro, vítima de um infarto agudo do miocárdio. Jatene foi enterrado no Cemitério do Araçá, na capital paulista, no feriado de 15 de novembro.

Ariel Sharon

Foto: Kevin Frayer-Pool / Getty Images
(Foto: Getty/Kevin Frayer)

Comandante do Exército de Israel desde a sua criação em 1948, o político israelense morreu em 11 de janeiro deste ano, aos 85 anos, na cidade de Tel Aviv, após ficar oito anos em estado vegetativo, causado por um acidente vascular cerebral. Ariel Sharon foi o 11º primeiro-ministro de Israel e sua morte causou reações adversas entre judeus e muçulmanos.

Na época, o grupo palestino Hamas afirmou que “o Oriente Médio ficaria bem melhor sem o Sharon”; já o líder da Jihad Islâmica, Anwar Abu Taha, teria dito que “não nos importamos com sua saúde e que ele vá para o inferno, quer viva ou morra”. 

ECONOMIA

Moise Safra

Foto: The Real Deal / Reprodução
(Foto: Reprodução/ The Real Deal)

O banqueiro e filantropo libanês naturalizado brasileiro morreu aos 80 anos na cidade de São Paulo, no dia 14 de junho, depois de sofrer um infarto no Hospital Israelita Albert Einstein. Moise Safra foi co-fundador do banco Safra com seus dois irmãos, Edmond e Joseph, sendo uma das pessoas mais ricas do mundo. Foi considerado um dos principais bilionários brasileiros por revistas especializadas.

Samuel Klein

Foto: Gina Stocco / Futura Press
(Foto: Futura Press/Gina Stocco)

“Quer pagar quanto?”, diz a propaganda das Casas Bahia,  rede de lojas de departamento fundada pelo empresário nascido na Polônia numa família judaica e naturalizado brasileiro. Samuel Klein, que foi refugiado da Segunda Guerra Mundial, morreu em 20 de novembro, em São Paulo, vítima de uma insuficiência respiratória, aos 91 anos.

OUTROS CASOS MARCANTES

Leonid Stadnik

Foto: Descopera / Reprodução
(Foto: Reprodução/Descopera)

Ele tinha 2,57 metros e ficou conhecido por ser o homem mais alto do mundo (título que lhe foi tirado após ter recusado a passar por medidas padrão do Guinness Book, em 2008). O ucraniano de 43 anos morreu no dia 25 de agosto por uma hemorragia cerebral, segundo divulgaram os médicos.

Manuel Uribe

Foto: Facebook / Reprodução
(Foto: Reprodução/Facebook)

O mexicano Manuel Uribe foi considerado o homem mais gordo do mundo pelo Guinness World Records e morreu em maio deste ano no Hospital Universitário em Monterrey, Nuevo Léon, devido a uma falha no funcionamento do fígado. Uribe chegou a pesar 597 kg no auge de sua obesidade.

Michael Brown

Foto: Twitter

(Foto: Reprodução/Twitter)

O caso do jovem negro americano causou comoção nos Estados Unidos e no mundo, tornando-se símbolo da luta contra as diferenças raciais e o preconceito sofrido por negros. Michael Brown foi morto por um policial branco que disparou 12 vezes contra ele, atingindo-o com sete tiros.

Michael teria sido confundido com um suposto assaltante na cidade de Ferguson, no dia 9 de agosto, sendo alvo da violência que o matou aos 18 anos. Protestos explodiram por várias partes do país ao longo de mais de quatro meses – especialmente depois que o grande júri decidiu não indiciar o policial Darren Wilson, em novembro.

Santiago Andrade

Foto: Twitter

Santiago Andrade foi repórter cinematográfico por mais de 20 anos. O carioca estava fazendo a cobertura, pela Band Rio, dos protestos contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade, no dia 6 de fevereiro, quando foi atingido na cabeça por um rojão lançado por manifestantes.

O jornalista teve morte cerebral e foi declarado morto no dia 10 de fevereiro. O caso comoveu o país e colocou em evidência a violência contra os profissionais que cobriam os movimentos. A polícia civil e o Ministério Público investigaram a morte de Santiago e chegaram aos nomes de dois jovens: Fábio Raposo e Caio Silva. Os dois foram detidos e respondem pelos crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado, quando há motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima, e uso de explosivo. 

Victor Hugo Santos

Foto: Facebook / Reprodução
(Foto: Reprodução/Facebook)

O estudante Victor Hugo Santos, de 20 anos, foi encontrado morto na raia olímpica da USP no dia 23 de setembro deste ano, após ter ido a uma festa no campus. O jovem estava com alguns amigos e foi visto pela última vez quando disse que iria pegar uma cerveja. Seu corpo foi encontrado boiando. A causa de sua morte é contestada pelos pais, que foi apontada como sendo “afogamento por uso de drogas”.

O caso de Victor Hugo levantou discussões sobre a realização de festas e a venda de bebidas alcóolicas dentro da universidade. No começo de outubro, o Conselho Gestor da Universidade de São Paulo aprovou um documento que proíbe a venda de álcool e a realização de grandes festas na instituição. A decisão final será tomada pela Procuradoria-Geral da universidade e poderá entrar em vigor a partir de 2015.

Fabiane Maria de Jesus

Foto: Facebook / Reprodução
(Foto: Reprodução/Facebook)

Fabiane Maria de Jesus foi espancada, linchada e morta por moradores da cidade de Guarujá, na Baixada Santista, no dia 3 de maio, depois de ter sido confundida com uma suposta sequestradora de crianças para práticas e rituais de magia negra. O caso do sequestro de um menor no bairro de Morrinhos, onde Fabiane morava, foi divulgado em uma página do Facebook chamada "Guarujá Alerta", com o retrato falado de uma mulher parecida.

Os moradores disseram ter confundido a vizinha com a mulher da foto e que, por isso, Fabiane teria sido amarrada, arrastada e espancada, segundo a Polícia Civil.

A vítima foi enterrada na manhã de 5 de maio, sob protestos de familiares. Fabiane Maria era mãe de duas filhas de 13 anos e 1 ano de idade. O responsável pela página "Guarujá Alerta" foi chamado pela polícia para prestar esclarecimentos e se defendeu, afirmando que não teria incitado o linchamento.

Caso Bernardo Boldrini

Foto: Facebook / Reprodução
(Foto: Reprodução/Facebook)

A morte de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, chocou o país. O “menino Bernardo”, como a imprensa passou a chamá-lo, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos, no Rio Grande do Sul, depois de, segundo a versão da família, dizer ao pai que “passaria o fim de semana na casa de um amigo”.

O corpo do garoto foi encontrado no dia 14 de abril dentro de um saco plástico e enterrado às margens do rio Mico, na cidade de Frederico Westphalen. Na mesma noite, seu pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz foram presos pela suspeita de envolvimento no crime.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto, possivelmente com uma injeção letal.

Cláudia Ferreira da Silva

Foto: Twitter
(Foto: Reprodução/Twitter)

A auxiliar de serviços gerais, Cláudia da Silva Ferreira, 38 anos, foi baleada por policiais no dia 16 de março durante uma operação no Morro da Congonha, em Madureira, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro. Após ficar gravemente ferida, foi colocada no porta-malas da viatura.

Porém, o porta-malas abriu e seu corpo foi arrastado pela rua por mais de 300 metros. Uma testemunha gravou um vídeo do momento e a imagem chocante de seu corpo sendo levado causou revolta no país e, de forma especial, na população local. Sua família recebeu indenizações e os dois policiais envolvidos no acidente estão presos.

João Antônio Donati

Foto: Facebook/João Antônio Donati / Reprodução
(Foto: Reprodução/Facebook)

Este não foi o único casp do ano de um homossexual morto em situação violenta no Brasil por crimes de homofobia. Porém, a morte chocante e as informações desencontradas sobre o que realmente aconteceu a esta vítima marcou – e muito – o ano de 2014. João Antônio Donati, de 18 anos, foi encontrado morto em um terreno abandonado de Inhumas, região metropolitana de Goiânia, no dia 10 de setembro. De acordo com uma representante da Polícia Civil da cidade, ele tinha marcas de agressão no rosto, além de ossos quebrados.

Logo em seguida ao crime, saíram informações de que o jovem estaria com um papel na boca em que estaria escrito uma mensagem homofóbica. Depois, a polícia acabou negando a presença do tal bilhete e afirmou que, na verdade, havia uma sacola plástica, com a qual João pode ter sido asfixiado. Após a morte do jovem, militantes da causa LGBT organizaram protestos para exigir respostas das autoridades sobre o assassinato do rapaz e pedir a aprovação da lei que prevê a criminalização da homofobia no Brasil.

Um homem de 20 anos foi preso, acusado de ter matado João Antônio. Ele teria assumido que o matou depois de manterem relações sexuais e discutirem. Segundo a polícia, o culpado foi detido depois de terem encontrado sua carteira de identidade na cena do crime.

CASOS COM MORTES NUMEROSAS

Surto de ebola – mais de 6 mil mortos

Foto: DOMINIQUE FAGET / AFP
(Foto: AFP/Dominique Faget)

O maior surto do vírus ebola da história do mundo matou mais de 6 mil pessoas (6.070 até novembro) e infectou mais de 17.500 mil em 2014. A epidemia atual começou na Guiné e se espalhou para os países vizinhos, Serra Leoa, Libéria e outros. Apesar de ter sido bem mais relevante na África Ocidental, houve infectados europeus e americanos, além de um médico cubano. O medo do surto também alcançou países distantes e com probabilidade baixa de casos – como a China, o Brasil e a Índia.  

Crise na Ucrânia – quase 5 mil mortos

Foto: Jeff J Mitchell / Getty Images
(Foto: Getty/Jeff F. Mitchell)

O conflito armado na Ucrânia causou a morte de 4.317 pessoas e deixou 9.921 feridos em 2014, segundo relatório da missão de direitos humanos da ONU apresentado em novembro. Apesar do cessar-fogo firmado entre o governo e os líderes dos grupos separatistas em 5 de setembro, as hostilidades não cessaram no leste do país e uma média de 13 pessoas morreu a cada dia depois do pacto, segundo as Nações Unidas.

A crise no país do leste europeu começou em fevereiro quando o governo de Viktor Yanukovych decidiu se aproximar da Rússia e não assinar um acordo com a União Europeia. Depois disso, ucranianos, divididos entre pró-Rússia e pró-Europa, foram às ruas, depuseram o presidente e iniciaram os conflitos que se estendem até os dias atuais.

Conflitos na Faixa de Gaza – mais de 2 mil mortos

Foto: Dan Kitwood / Getty Images
(Foto: Getty/Dan Kitwood)

Os novos confrontos entre o grupo rebelde islâmico Hamas e o Exército de Israel, que duraram cerca de dois meses este ano na Faixa de Gaza, mataram mais de 2.100 palestinos, a maioria civis (sendo ao menos 541 crianças, 250 mulheres e 95 idosos), de acordo com o Ministério da Saúde. Do lado de Israel, as vítimas somam 67 soldados e seis civis.

Conhecida por estar em constante guerra, a Faixa de Gaza é um território historicamente disputado por israelenses e palestinos no Oriente Médio. Neste ano, um novo conflito violento explodiu após o sequestro e a morte, em junho, de três adolescentes israelenses realizado por palestinos – supostamente do grupo rebelde Hamas.  

Ofensiva do Estado Islâmico – mais de 4 mil mortos

Foto: Gokhan Sahin / Getty Images
(Foto: Getty/Gokhan Sahin)

O grupo terrorista Estado Islâmico, que busca criar um califado na Síria e no Iraque, matou brutalmente milhares de pessoas este ano, além de ter ameaçado minorias, como os curdos e yazidis, causando uma onda migratória de milhões de pessoas.

O total de mortos é incerto, já que centenas são feitas vítimas quase que diariamente. Houve pelo menos 4 mil vítimas fatais desde o início da escalada violenta, em junho. É bom lembrar que os números vêm de uma conta “otimista”. Além dos assassinados pelos extremistas, há cerca de 600 mortos pelos bombardeios aéreos realizados na Síria e no Iraque pelo grupo chamado de Coalização Internacional, comandado pelos Estados Unidos para combater o Estado Islâmico. 

Além disso, para se “vingar” das missões ocidentais no Oriente Médio e tentar impedir o intermédio de grandes economias nos conflitos regionais, os jihadistas realizaram decapitações de civis estrangeiros. Os casos com maior repercussão internacional foram de jornalistas e voluntários dos EUA, Reino Unido e França, tais como o de James Foley , Steven Sotloff, Hervé Gourdel, David Haines e Peter Kassig. 

James Foley

Foto: Facebook / Reprodução
(Foto: Reprodução/Facebook)

O americano James Foley morreu aos 40 anos. O repórter cobriu conflitos na Líbia, antes de viajar para a Síria, em 2012, onde trabalhou para o GlobalPost, Agência France-Presse (AFP) e outros meios de comunicação, durante a revolta contra o regime de Bashar Al-Assad. O jornalista foi decapitado pelos jihadistas em um vídeo divulgado nas redes sociais em 19 de agosto, sendo o primeiro de uma série violenta de profissionais ocidentais mortos na Síria e no Iraque.

Steven Sotloff

Foto: Twitter
(Foto: Reprodução/Twitter)

O também jornalista americano Steven Sotloff foi decapitado pelo Estado Islâmico (provavelmente na Síria) duas semanas depois de James Foley, no dia 2 de setembro. Ele foi sequestrado em 2013, enquanto trabalhava cobrindo a crise no país. Sotloff tinha 31 anos e foi descrito pela família como “uma pessoa tentando encontrar o bem escondido neste mundo obscuro".

David Haines

Foto: Twitter
(Foto: Reprodução/Twitter)

O voluntário britânico de 44 anos foi morto por extremistas em um vídeo divulgado no dia 13 de setembro. Haines trabalhava na Síria com trabalhos humanitários, quando foi sequestrado em março de 2013.

Peter Kassig

Foto: Twitter
(Foto: Reprodução/Twitter)

No início de outubro, o Estado Islâmico divulgou um vídeo ameaçando decapitar o voluntário americano Peter Kassig (ou Abdul-Rahman Kassig pelo nome de conversão ao Islã). Segundo o grupo, o jovem de 26 anos, médico e ex-membro do Exército dos Estados Unidos, seria a próxima vítima. E foi. No dia 16 de novembro, um vídeo divulgado mostra a decapitação de Kassig, ao lado de outros 20 soldados sírios, mortos com a mesma crueldade.

Confrontos na Venezuela - 39 mortos

Foto: John Moore / Getty Images
(Foto: Getty/John Moore)

Os protestos iniciados em fevereiro foram incitados por opositores do atual governo de Nicolás Maduro e causaram ao menos 39 mortes, além de 650 feridos. Além disso, pelo menos 1.322 pessoas foram detidas em mais de onze cidades do país. A economia em crise e o contrabando de alimentos e itens básicos para países vizinhos, como a Colômbia, são algumas das reclamações feitas pelos manifestantes que lotaram as ruas do país e chegaram a ser notícia durante a cerimônia do Oscar, nos Estados Unidos, quando o ator Jared Leto (vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante) pediu paz no país latino-americano. "A todos os sonhadores do mundo que estão vendo isso esta noite, quero lhes dizer: Venezuela, estamos aqui por vocês", disse.

Maduro alega que o movimento se trata de uma tentativa de golpe de Estado.

Mulheres de Goiás - 16 mortes

Foto: evaristo sa / AFP
(Foto: AFP/ Evaristo Sá)

Pelo menos 16 mulheres foram assassinadas a sangue frio pelo vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, 26 anos, em Goiás, este ano. O serial killer foi preso no dia 22 de outubro pela Polícia Civil de Goiás, quando confessou ter cometido 39 assassinatos em Goiânia. Dentre as vítimas de Tiago, estariam 16 mulheres e oito moradores de rua.

Os crimes estão sendo investigados, mas o delegado Murilo Polati, titular da delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), confirmou que o rapaz foi o autor da maioria dos crimes.

Presídio de Pedrinhas - 17 mortes

Foto: Agência Brasil / Twitter
(Foto: Reprodução/Twitter/Agência Brasil)

Maior estabelecimento prisional do Maranhão, o Presídio de Pedrinhas foi palco de rebeliões, brigas e assassinatos em 2014. No dia 3 de outubro, foi registrada a 17ª morte dentro da cadeia. As mortes violentas incluem decapitações em série e a postagem de vídeos e fotos nas redes sociais. Também partiram do interior do complexo ordens para que bandidos atacassem delegacias da região metropolitana da capital maranhense e ateassem fogo a ônibus.

O caso de Pedrinhas ganhou repercussão e levantou polêmica pelo uso de tecnologias dos presidiários para divulgar a violência usada: tortura, decapitações, corpos jogados do telhado. Os vídeos e as fotos foram noticiados nas redes sociais, emissoras de TV e, inclusive, no jornal Folha de S. Paulo (que foi bastante criticada pela decisão). 

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Fonte: Terra
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