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Detentos fizeram rebeliões em penitenciárias de todo o país

28 dez 2018
09h00
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Uma série de rebeliões aconteceram  em penitenciárias em todo o Brasil em 2018. A primeira delas aconteceu logo no primeiro dia do ano, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, e resultou na fuga de 99 presos. Ao menos nove detentos foram mortos e 14 ficaram feridos na rebelião. Pelo caso, a então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, ordenou a produção de relatórios sobre a situação do presídio.

Pouco depois a penitenciária teve outra rebelião, que foi controlada. A Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, Rio de Janeiro, teve 18 reféns, sendo oito agentes da secretaria e dez detentos, durante um motim.

Amazonas - Um massacre ocorreu na virada do ano no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no Amazonas, deixando 56 presos mortos. Pouco mais de 10 dias depois, o secretário de Administração Penitenciaria do Estado, Pedro Florêncio Filho, pediu exoneração do cargo. Recontagem tanto no Compaj quanto no Instituto Penal Antônio Trindade (Inpat) - onde também foram registradas mortes -, 225 presos conseguiram escapar após as rebeliões. O massacre seria uma declaração de guerra da Família do Norte (FDN) contra o domínio do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Amazonas - Um massacre ocorreu na virada do ano no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no Amazonas, deixando 56 presos mortos. Pouco mais de 10 dias depois, o secretário de Administração Penitenciaria do Estado, Pedro Florêncio Filho, pediu exoneração do cargo. Recontagem tanto no Compaj quanto no Instituto Penal Antônio Trindade (Inpat) - onde também foram registradas mortes -, 225 presos conseguiram escapar após as rebeliões. O massacre seria uma declaração de guerra da Família do Norte (FDN) contra o domínio do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Foto: Reprodução/Twitter / Estadão Conteúdo

No Centro de Recuperação Penitenciário Pará I, em Santa Isabel do Pará, três presos foram mortos e seis agentes penitenciários foram mantidos reféns. No mesmo estado, detentos do Centro de Recuperação Regional de Bragança também se rebelaram. Também no Pará, sete detentos morreram e outros três ficaram feridos em uma rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT).

Vista do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Taubaté, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, onde reféns continuam em poder dos amotinados. Entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta, quatro pessoas tinham sido liberadas pelos presos. Negociadores da Secretaria da Administração Penitenciária continuam as conversações com os detentos. O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) da pasta, especializado em solução de conflitos, está de prontidão no interior do presídio. De acordo com familiares, os amotinados querem melhorias nas condições do CDP. A unidade está superlotada, com 1.521 presos, quase o dobro da capacidade, de 844 detentos.
Vista do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Taubaté, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, onde reféns continuam em poder dos amotinados. Entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta, quatro pessoas tinham sido liberadas pelos presos. Negociadores da Secretaria da Administração Penitenciária continuam as conversações com os detentos. O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) da pasta, especializado em solução de conflitos, está de prontidão no interior do presídio. De acordo com familiares, os amotinados querem melhorias nas condições do CDP. A unidade está superlotada, com 1.521 presos, quase o dobro da capacidade, de 844 detentos.
Foto: NILTON CARDIN / Estadão Conteúdo

A rebelião na Casa de Custódia de Curitiba (CCC) teve quatro agentes penitenciários mantidos reféns dentro da unidade, sendo motivada pela transferência de sete detentos para outras unidades prisionais no interior do Paraná após uma briga interna. No Centro de Detenção Provisória de Taubaté, em São Paulo, os reféns foram onze religiosos e dois agentes penitenciários, com os presos protestando contra a superlotação da cadeia.

Na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, quatro presos foram encontrados mortos com sinais de estrangulamento. A unidade é vizinha da Penitenciária de Alcaçuz, palco de um massacre que terminou com 26 detentos assassinados em janeiro de 2017. Ao menos nove presos morreram em confronto com a polícia após fugirem da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG), em Araguaína, ao norte do Tocantins. Ao todo 28 homens escaparam do presídio

Entrada de veículos da Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho
Entrada de veículos da Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho
Foto: Defensoria Pública do Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o Presídio Jonas Lopes de Carvalho, conhecido como Bangu 4, também foi alvo de rebelião pelos detentos, com três reféns. 
 

 

Fonte: Equipe portal

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