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Professor morto a tiros na porta de casa, havia pedido medida protetiva antes de ser assassinado

Em Minas Gerais, professor é morto a tiros na porta de casa, ele havia pedido recentemente medida protetiva contra o o ex-namorado

5 jun 2025 - 15h47
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Professor morto a tiros na porta de casa, havia pedido medida protetiva antes de ser assassinado
Professor morto a tiros na porta de casa, havia pedido medida protetiva antes de ser assassinado
Foto: Reprodução / Contigo

A morte do professor Jonathan Silva Simões, de 31 anos, comoveu a cidade de Formiga (MG) e gerou forte repercussão pelo contexto trágico e alarmante do crime. Jonathan, conhecido carinhosamente como Jhony, foi assassinado a tiros na porta de casa na noite de 29 de maio. Nesta quinta-feira (5), a Justiça decretou a prisão preventiva do principal suspeito, um homem de 33 anos, que estaria sendo procurado na zona rural de Araújos. A Polícia Civil trata o caso como prioridade, embora ainda não tenha divulgado o nome do suspeito.

De acordo com familiares, Jhony vinha sendo ameaçado e perseguido pelo ex-namorado, o vereador Lucas Coelho (PSD), de Araújos. Segundo relato de Junio Pablo de Moura ao g1, primo e irmão de criação do professor, o relacionamento entre os dois começou de forma pacífica, mas se tornou abusivo ao longo do tempo. "Ele era um irmão pra mim. Cresceu com a minha mãe desde os 10 anos. A gente nunca imaginava isso", desabafou. Junio afirmou ainda que Jonathan chegou a montar um dossiê com provas das ameaças, mas teve um pedido de medida protetiva negado. "Disseram que era só para mulheres em relação a homens", contou indignado.

No dia do crime, Jonathan havia acabado de chegar do trabalho e estava atravessando a rua em direção à própria casa, no bairro Sagrado Coração de Jesus, quando foi surpreendido pelos disparos. Imagens de câmeras de segurança mostram que o atirador aguardava no local desde 17h30 e agiu de forma premeditada. "Ele veio por trás e atirou pelas costas. Foram seis tiros. Depois entrou no carro e fugiu. O criminoso estava de boné, com o rosto coberto", relatou Junio.

A negativa da medida protetiva acendeu um alerta sobre a falta de acolhimento às vítimas LGBTQIA+ em situações de violência doméstica ou abusiva. Para a família, o descaso institucional contribuiu para o desfecho trágico. O Ministério Público, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e a Polícia Civil foram procurados para se posicionar sobre o pedido negado, mas até o momento não houve retorno.

Enquanto o suspeito continua foragido, os familiares de Jhony clamam por justiça. "Nada vai trazer o Jhony de volta. Mas ele não pode ser mais um número. Ele pediu ajuda, gritou por socorro, e ninguém ouviu. Agora, o mínimo que esperamos é justiça", afirmou Junio

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