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Por unanimidade, DEM decide expulsar Rodrigo Maia

Em divergência com o partido, ex-presidente da Câmara foi expulso por 'infração disciplinar'; ele vai se filiar ao PSD de Gilberto Kassab

14 jun 2021 21h46
| atualizado às 22h00
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Ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia
11/08/2020
REUTERS/Adriano Machado
Ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia 11/08/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

A Executiva Nacional do DEM decidiu nesta segunda-feira, 14, por unanimidade, expulsar o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ). O rompimento entre Maia e o presidente do DEM, ACM Neto, ocorreu às vésperas da eleição que renovou o comando da Câmara e do Senado, em fevereiro. Maia está de malas prontas para o PSD de Gilberto Kassab.

"O presidente Torquemada Neto está usando o seu poder para proibir críticas à sua gestão", disse Maia ao Estadão, numa alusão a ACM Neto, que comanda o partido e é pré-candidato ao governo da Bahia. "Ele está seguindo o caminho autoritário do bolsonarismo".

Na avaliação do deputado, que fez referência a Tomás de Torquemada, inquisidor geral espanhol no século XV, o DEM já fez aliança com o presidente Jair Bolsonaro e Neto transformou o partido em um apêndice do Palácio do Planalto porque quer ser vice na chapa. O ex-prefeito de Salvador nega, diz que não é bolsonarista e que não vai entrar em um bate-boca com Maia.

O ex-presidente da Câmara foi expulso por "infração disciplinar". No mês passado, Maia chamou ACM Neto de "malandro baiano" e "baixinho sem caráter" nas redes sociais do partido após ele ter feito críticas ao governador de São Paulo, João Doria. O tucano conseguiu filiar o vice-governador Rodrigo Garcia ao PSDB, irritando Neto, uma vez que Garcia era do DEM.

As divergências entre Maia e o ex-prefeito de Salvador aumentaram após a bancada do DEM rachar e decidir apoiar a candidatura do deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) à presidência da Câmara, há quatro meses. Maia apoiava Baleia Rossi (MDB-SP) à sua sucessão e reuniu vários partidos, inclusive de oposição, em uma frente em torno de seu escolhido. Na última hora, porém, Neto disse a ele que a maioria da bancada avalizaria Lira na Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência do Senado.

Maia entrou no mês passado com processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se desfiliar do partido, alegando justa causa, mas a ação fica prejudicada com a decisão da Executiva do partido.

Estadão
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