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Por que McDonald's resolveu recomprar todas suas franquias em Israel

Rede americana de fast-food foi alvo de boicote em resposta à guerra na Faixa de Gaza.

5 abr 2024 - 09h33
(atualizado em 10/4/2024 às 14h42)
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O Canadá está entre os países que realizaram protestos contra a rede de fast food
O Canadá está entre os países que realizaram protestos contra a rede de fast food
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

O McDonald's vai recomprar todas as suas franquias em Israel após um boicote à marca em resposta à guerra entre as tropas israelenses e o Hamas.

A companhia americana disse ter chegado a um acordo com a empresa Alonyal, dona de 225 franquias no país, para a devolução de todos os pontos de venda, que empregam 5 mil pessoas.

O McDonald's foi criticado depois que a Alonyal começou a distribuir milhares de refeições gratuitas aos soldados israelenses.

As vendas na região despencaram desde o início do conflito, em outubro do ano passado.

Na quinta-feira (4/4), o McDonald's anunciou que havia assinado um acordo com a Alonyal, que administra a rede de fast food em Israel há mais de 30 anos.

A gigante americana disse que os restaurantes, as operações e os funcionários seriam mantidos "em condições equivalentes" — e que continuava "comprometida com o mercado israelense". Os termos da venda não foram revelados.

O boicote foi desencadeado depois que países de maioria muçulmana, como Kuwait, Malásia e Paquistão, divulgaram declarações se distanciando da empresa pelo suposto apoio a Israel.

Manifestações foram realizadas em todo o mundo à medida que o boicote popular se espalhava para além do Oriente Médio.

Em janeiro, o McDonald's admitiu que o conflito havia "impactado significativamente" seu desempenho na França, na Indonésia e na Malásia, embora seus negócios tenham sido mais afetados no Oriente Médio.

O presidente-executivo do grupo, Chris Kempczinski, atribuiu a reação do público à "desinformação", mas mesmo assim a companhia não bateu pela primeira vez sua meta de vendas trimestral em quase quatro anos.

O boicote foi descrito como "desanimador e infundado" pelo McDonald's.

A companhia depende de um sistema de franquia no qual milhares de empresas independentes possuem e operam a maior parte de suas mais de 40 mil lojas em todo o mundo. Cerca de 5% dos seus pontos de venda estão localizados no Oriente Médio.

"Em todos os países em que operamos, inclusive nos países muçulmanos, o McDonald's é orgulhosamente representado por operadores de proprietários locais", disse Kempczinski, na época.

"Enquanto esta guerra continuar, não esperamos ver qualquer melhoria significativa [nestes mercados]", acrescentou o chefe do McDonald's.

A empresa espera que, ao gerir "internamente" os negócios israelenses, seja capaz de recuperar sua reputação no Oriente Médio — e bater mais uma vez suas principais metas de vendas.

Grande parte da Faixa de Gaza foi devastada durante as operações militares israelenses, que começaram depois que homens armados liderados pelo Hamas atacaram o sul de Israel em 7 de outubro, matando cerca de 1,2 mil pessoas e fazendo 253 reféns.

Cerca de 130 reféns permanecem em cativeiro, sendo que pelo menos 34 são dados como mortos.

Mais de 33 mil pessoas foram mortas em Gaza desde então, de acordo com o Ministério da Saúde do território, administrado pelo Hamas.

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