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Por falta de segurança, Anac suspende operações da Voepass a partir desta terça

11 mar 2025 - 10h10
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a suspensão das operações da companhia aérea Voepass a partir desta terça-feira (11), alegando problemas de segurança. O anúncio foi feito pela agência na madrugada do mesmo dia.

Imagem do Globocop mostra local da queda de avião em Vinhedo (SP)
Imagem do Globocop mostra local da queda de avião em Vinhedo (SP)
Foto: Reprodução/TV Globo / Perfil Brasil

A decisão ocorre após a empresa não cumprir exigências estabelecidas em fiscalizações recentes. Segundo a Anac, a companhia não conseguiu "solucionar irregularidades identificadas" durante inspeções feitas após o acidente ocorrido no ano passado, em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas.

Falhas apontadas pela Anac levaram à suspensão

A agência reguladora explicou que a Voepass não atendeu medidas corretivas impostas nos últimos meses. Entre as exigências não cumpridas, estavam a redução da malha aérea e o aumento do tempo das aeronaves em solo para manutenção. Além disso, problemas que haviam sido considerados resolvidos voltaram a ser detectados.

A empresa opera com seis aeronaves, realizando voos para 15 destinos comerciais e dois fretados. Algumas dessas rotas conectam a capital paulista a cidades do interior, como Ribeirão Preto e Presidente Prudente.

"A Anac determinou a suspensão das operações da empresa até que seja evidenciada a retomada de sua capacidade de garantir o nível de segurança previsto nos regulamentos vigentes", informou a agência em nota.

A paralisação, segundo a Anac, é uma medida cautelar e permanecerá válida até que a companhia comprove a resolução das falhas no sistema de gestão da segurança.

Empresa contesta decisão

A Voepass, que inclui as marcas Passaredo Transportes Aéreos e Map Linhas Aéreas, declarou que suas aeronaves são "aeronavegáveis e aptas a realizar voos seguindo as rigorosas exigências de padrões de segurança".

A empresa afirmou também que já iniciou um processo interno para atender às solicitações da Anac e demonstrar conformidade com os regulamentos.

Enquanto a situação não se resolve, os passageiros afetados pelos cancelamentos devem buscar a companhia ou as agências de viagem para solicitar reembolso ou reacomodação em outros voos, conforme orientações da Anac.

Fiscalização intensificada

Desde o acidente em Vinhedo, servidores da agência intensificaram a fiscalização sobre a companhia, acompanhando suas operações e procedimentos de manutenção.

A suspensão foi motivada, segundo a Anac, pela "incapacidade da Voepass em solucionar irregularidades identificadas no curso da supervisão realizada pela agência, bem como da violação das condicionantes estabelecidas anteriormente para a continuidade da operação dentro dos padrões de segurança exigidos".

A agência informou que, em outubro, já havia imposto uma série de medidas, incluindo a troca de administradores e a execução de um plano de ações corretivas. No entanto, novas auditorias apontaram uma piora na gestão da segurança e o descumprimento sistemático das determinações da reguladora.

Em nota, a Anac destacou que "foi constatada a reincidência de irregularidades apontadas e consideradas sanadas pela agência nas ações de vigilância e fiscalização anteriores e a falta de efetividade do plano de ações corretivas".

A decisão de suspender os voos também foi baseada em uma "quebra de confiança" na capacidade da Voepass de detectar e corrigir riscos operacionais.

Perfil Brasil
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