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Perícia da PF confirma que restos mortais localizados são de Dom

Expectativa é de que a perícia confirme ainda nesta sexta se o outro material genético é do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira

17 jun 2022 - 17h20
(atualizado às 17h34)
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Corpos de Bruno e Dom chegaram a Brasília na noite da quinta-feira
Corpos de Bruno e Dom chegaram a Brasília na noite da quinta-feira
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A Polícia Federal confirmou na tarde desta sexta-feira, 17, que os restos mortais encontrados na Amazônia na última quarta, 15, são do jornalista britânico Dom Phillips. O resultado se deu a partir da análise da arcada dentária dele. A expectativa é de que a perícia confirme ainda nesta sexta se o outro material genético é do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira.

Por meio de nota, a Polícia Federal confirmou que remanescentes de Dom fazem parte do material que foi recolhido no local apontado por um dos suspeitos, o Amarildo. 

"A confirmação foi feita com base no exame de Odontologia Legal combinado com a Antropologia Forense. Encontram-se em curso os trabalhos para completa identificação dos remanescentes para a compreensão das causas das mortes, assim como para indicação da dinâmica do crime e ocultação dos corpos", informou por nota a PF. 

 

Pereira e Phillips desapareceram na manhã do dia 5 de junho e, logo em seguida ao sumiço, indígenas e organizações civis locais começaram as buscas, que depois foram complementadas pela Polícia Federal, Marinha e bombeiros.

Até o momento, foram presos os irmãos Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, e Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos.

Na quarta-feira, 15, Pelado confessou o crime e disse que os dois haviam sido assassinados, esquartejados, queimados e enterrados na reserva indígena. Ele, então, levou os agentes até o local onde os corpos estavam enterrados.

No dia seguinte, os restos mortais encontrados chegaram a Brasília, onde estão passando pela perícia. Mais cedo, a Polícia Federal já havia emitido uma nota oficial na qual descarta a presença de mandantes no assassinato da dupla. No entanto, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), entidade para a qual Pereira estava atuando, contesta a versão da PF.

Fonte: Redação Terra
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