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Pegadas de Buda marcam caminho aos peregrinos

21 abr 2011 - 06h05
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As pegadas deixadas por Buda na Tailândia e em outros locais da Ásia durante seus périplos são locais de peregrinação para milhões de budistas em busca de amor, saúde e boa sorte.

Na Tailândia, uma dessas enormes marcas de pés está no alto do monte Prabad, um remoto pico situado em um belíssimo parque natural da província de Chanthaburi, a 260 quilômetros ao sudeste de Bangcoc.

"Sabemos que são pegadas autênticas de Buda por meio da meditação, para quem não é budista e não pratica a meditação é difícil de acreditar", pondera à Agência Efe Manoor, um monge tailandês de 50 anos, à Agência Efe.

Todos os anos, cerca de 1 milhão de pessoas peregrinam entre janeiro e abril a este lugar para rezar em frente à pegada, de três metros de comprimento e um de largura.

"Graças à meditação, Buda tinha a capacidade de mudar de tamanho, por isso a pegada é tão grande", afirma com seriedade Manoor, envolvido em seu hábito de cor açafrão que deixa à vista algumas de suas tatuagens com símbolos budistas para decorar seu corpo.

"Um caçador descobriu a pegada há 150 anos e, desde então, Buda concedeu muitos favores a milhares de pessoas que voltam todos os anos para agradecer", explica.

Os peregrinos devem percorrer em carros off road um caminho sinuoso de 16 quilômetros com curvas fechadas e, ainda, caminhar outros seis quilômetros para alcançar o topo de Prabad.

"A difícil ascensão emula a elevação aos céus, um caminho difícil que no final oferece uma recompensa", diz Manoor.

Sentado na posição de meditação, com as pernas cruzadas, o monge recita mantras em pali ao mesmo tempo em que espalha água benta sobre as cabeças dos fiéis, todos prostrados e com as mãos unidas em frente ao peito.

Durante a subida, os peregrinos sussurram orações enquanto espalham flores amarelas e depositam incensos em diversos altares ao longo do caminho.

Antes de chegar ao cume, todos tocam uma fileira de sinos de bronze que anunciam a visita ao recinto sagrado.

Da mesma forma que em santuários católicos como o de Lourdes na França e de Fátima em Portugal, a peregrinação está limitada a pontos de venda de amuletos, aos quais são atribuídas supostas propriedades mágicas.

Alguns idosos e doentes são transportados sobre cadeiras suspensas de bambu por fortes voluntários.

A maior parte dos budistas faz pequenos pedidos relacionados à saúde, ao amor e, principalmente, com a fortuna, mas raramente pedem milagre, já que consideram que suas doenças e grandes problemas se devem ao carma, ou seja, as consequências de seus atos nesta vida e nas passadas.

"Claro que se trata de uma pegada verdadeira, se não, por que iria vir tantas pessoas todos os anos", questiona Sinhoon, um ex-soldado de 60 anos.

O ex-militar, sentado com bastão ao lado de sua esposa de 58 anos, afirma que teve uma "boa-vida" e, para agradecer e conservar sua sorte peregrinou duas vezes ao ano a este lugar nos últimos dois anos.

A pegada de Buda está sob uma rocha com a forma de uma torre budista e que para os aldeões demonstra a espiritualidade sobrenatural do lugar.

O monte Prabad está cheio de altares dedicados aos espíritos e divindades hindus como Brahma, o deus das quatro faces, o que reflete o sincretismo religioso dos tailandeses.

Em toda a Ásia, existem mais de 3 mil pegadas de Buda, recepção por genuínas e réplicas dos próprios fiéis, principalmente na Índia, Sri Lanka, China, Tailândia e Mianmar (Mianmar).

De acordo com a lenda, a primeira pegada de Buda está no Pico de Adão, no Sri Lanka, uma marca que os hindus atribuem ao deus Shiva e os muçulmanos e cristãos, a Adão.

EFE   
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