O adeus a uma lenda: Veja a repercussão da morte de Robert Duvall
Vencedor do Oscar por "A Força do Carinho" e estrela de "O Poderoso Chefão", ator faleceu de forma tranquila em sua residência
O cinema mundial perdeu um de seus maiores titãs. O ator Robert Duvall faleceu no último domingo (15), aos 95 anos. A confirmação foi feita nesta segunda-feira (16) por sua esposa, a atriz Luciana Duvall, que descreveu a partida do marido como um momento de serenidade. "Bob morreu em casa, de forma tranquila, cercado de amor e carinho", escreveu ela, destacando que, além do astro premiado, perdia-se um "contador de histórias" que amava a conexão humana e a verdade de seus personagens.
Duvall consolidou seu nome no panteão de Hollywood com uma versatilidade rara. Vencedor do Oscar de Melhor Ator por seu papel em "A Força do Carinho" (1983), ele foi indicado à estatueta em outras seis ocasiões. Sua carreira é indissociável de clássicos que moldaram a sétima arte, como a interpretação magistral do consigliere Tom Hagen nos dois primeiros filmes da trilogia "O Poderoso Chefão". Curiosamente, sua ética e valorização profissional o levaram a recusar o terceiro longa da saga após descobrir que Al Pacino receberia um cachê consideravelmente superior ao seu.
Robert Duvall
Ao longo de sete décadas, Duvall brilhou em produções como "Apocalypse Now" (1979) — onde eternizou a frase sobre o cheiro de napalm pela manhã —, "Rede de Intrigas" (1976) e "O Juiz" (2015), sua última indicação ao Oscar. Neste último, contracenou com Robert Downey Jr., que sempre o declarou como um mentor fundamental. Para Downey Jr., Duvall era o mestre que ensinou que "não há esse negócio de 'exagerado', desde que seja real". O legado de Robert Duvall permanece como uma aula eterna de atuação e humanidade nas telas.