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"Não há um autista igual ao outro e isso deve ser respeitado", diz médico sobre inclusão

4 set 2025 - 17h18
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Durante o seminário sobre inclusão promovido pelo LIDE, Alexandre Valverde, médico psiquiatra, escritor e neurodivergente, deu um depoimento comovente sobre autismo e a necessidade de uma sociedade mais diversa.

Alexandre Valverde é médico e traz uma perspectiva humanizada para a inclusão
Alexandre Valverde é médico e traz uma perspectiva humanizada para a inclusão
Foto: Evandro Macedo/LIDE / Perfil Brasil

"Não há nenhuma pessoa autista igual à outra e essa diversidade deve ser respeitada. Temos que ser mais médicos e menos juízes. A gente pode ser extremamente inteligente, mas péssimo em inglês. Cada pessoa vive seu hiper e hipo modo de estar estruturado de maneira distinta. Não há uma regra que vá acolher toda e qualquer pessoa, mas essa pessoa tem que ser identificada e diagnosticada".

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Seminário destaca necessidade de inclusão

O Seminário promovido pelo Grupo de Líderes Enpresariais (LIDE), do ex-governador João Doria, destacou o poder da tecnologia e inovação como ferramentas fundamentais na promoção de uma sociedade mais diversa. Com relatos comoventes e debates de ponta, o encontro validou o quanto empresas e sociedade podem avançar em termos de acessibilidade no Brasil. Desde a abertura, a mensagem foi clara: inclusão deve sempre começar pela pessoa, uma vez que a deficiência é apenas um aspecto de sua identidade. Esta também é a visão de Célia Leão, que destacou a necessidade de recordar constantemente, tanto a empresários quanto à sociedade, que a inclusão deve centrar-se no ser humano.

Dentre os numerosos depoimentos que tocaram a audiência, Elizabeth Ribeiro, presidente do Instituto Mara Gabrilli, compartilhou sua experiência com esclerose lateral amiotrófica (ELA), exibindo como a tecnologia, através de um software de clonagem de voz, pode restaurar a autonomia. Ela descreveu a tecnologia como sua conexão vital com o mundo, uma ferramenta que capacita a continuar sonhando, trabalhando e vivendo de forma plena.

A discussão sobre inclusão não se limitou a aspetos emocionais e motivacionais. Especialistas apresentaram dados e análises para ilustrar a amplitude e impacto do tema em diferentes setores. Carolina Videira, da Turma do Jiló, argumentou que a inclusão transcende a mera aceitação de grupos minoritários. Assim, ela afirma que é uma necessidade intrínseca a todos os seres humanos, já que cada indivíduo possui um cérebro único. Conceito que se alinha ao pensamento de Renata Andrade. Ela destacou a distinção entre acessibilidade e inclusão. Por fim, defende um modelo biopsicossocial que entende a inclusão como um processo contínuo para habilitar a contribuição de todos.

Perfil Brasil
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