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UE deve simplificar regulamentação para competir com EUA e China, diz Von der Leyen

11 fev 2026 - 09h37
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A ‌União Europeia deve simplificar seus regulamentos para tornar o bloco mais competitivo em relação a países como os Estados Unidos e a China, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, antes das cúpulas de líderes políticos ⁠e empresariais da UE.

O crescimento da UE tem sido persistentemente ‌inferior ao dos Estados Unidos nas últimas duas décadas, com a produtividade e a inovação da UE, particularmente em ‌áreas como a inteligência artificial, ficando ‌aquém do esperado.

"Deixem-me voltar ao exemplo dos EUA. Um ⁠sistema financeiro, uma capital financeira", afirmou von der Leyen nesta quarta-feira. "Aqui na Europa, não temos apenas 27 sistemas financeiros diferentes, cada um com o seu próprio supervisor. Temos também mais de 300 plataformas de negociação em toda a União. ‌Isso é fragmentação em grande escala. Precisamos de um mercado ‌de capitais grande, profundo ⁠e líquido."

Antes ⁠de os líderes da UE se reunirem em um castelo belga na ⁠quinta-feira para discutir como ‌podem competir economicamente com ‌a China e os EUA, à medida que a ordem mundial baseada em regras se desintegra, alguns líderes, incluindo o presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler ⁠da Alemanha, Friedrich Merz, se reunirão nesta quarta-feira com chefes de empresas para uma cúpula da indústria para ouvir as demandas das empresas europeias.

Empresas como a maior siderúrgica da Europa, ArcelorMittal, a empresa ‌de materiais de construção Heidelberg Materials e o grupo químico Solvay defenderão uma ação mais forte da UE para conter ⁠o declínio industrial.

Entre as solicitações dos líderes empresariais estão que a UE lide com os altos preços da energia na Europa e intervenha para estimular a demanda por produtos de baixo carbono.

"O lado positivo dos problemas europeus é que a Europa poderia realmente resolvê-los sozinha, se quisesse. Porque muito tem a ver com flexibilidade, menos burocracia, leis trabalhistas mais flexíveis", disse o presidente-executivo da Siemens Energy, Christian Bruch, à Reuters.

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