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Ucrânia considera positiva a pausa na relação com a UE

11 mai 2012
09h53
atualizado às 10h24

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, afirmou nesta sexta-feira que a pausa nas relações entre seu país e a União Europeia (UE) será positiva para as duas partes.

O líder afirmou que já estão preparados todos os documentos para assinar os acordos de associação e estabelecer uma zona de livre-comércio com a UE.

"Eu diria que a União Europa propôs uma pausa, e entendo que será positiva tanto para a Ucrânia quanto para a União Europeia", disse Yanukovich, citado pelas agências locais, em reunião com o presidente da Moldávia, Nicolae Timofti.

O chefe do Estado expressou sua convicção de que a "politização" dos problemas que existem na relações entre Kiev e Bruxelas têm caráter temporário.

A UE decidiu congelar a assinatura dos acordos com a Ucrânia depois que a ex-primeira-ministra e líder opositora Yulia Tymoshenko foi condenada a sete anos de prisão pela Justiça ucraniana por abuso de poder, delito do qual ela se declara inocente.

Segundo a acusação do Estado, Tymoshenko se excedeu em suas atribuições ao assinar em 2009 contratos de gás que se tornaram altamente onerosos para a Ucrânia.

A alta representante da UE, Catherine Ashton, declarou em dezembro que o julgamento "não respeitou os padrões internacionais de justiça, transparência e independência".

Desde então as relações entre Bruxelas e Kiev ficaram piores, principalmente depois da abertura de um segundo processo contra Tymoshenko, desta vez por suposta evasão tributária, e em particular, após as recentes denúncias da opositora de ter sido agredida por seus zeladores.

Tymoshenko esteve em greve de fome durante 20 dias, até que na quarta-feira, ela ingressou em um hospital de Járkov, cidade no nordeste do país.

A Ucrânia foi obrigada a renunciar à realização na cidade ucraniana de Yalta da cúpula dos países da Europa Central e Oriental, que estava prevista para esta sexta-feira, perante a recusa de muitos de países de participar da reunião pela situação vivida por Tymoshenko.

Além disso, pelo mesmo motivo, muitos dirigentes europeus anunciaram que não viajarão para a Ucrânia para acompanhar os jogos da Eurocopa 2012, que tem início em junho nesta antiga república soviética.

EFE   
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