Trump pressiona Irã com envio de 'enorme' armada ao Oriente Médio
'Próximo ataque será muito pior', ameaçou presidente
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quarta-feira (28) ao informar que uma frota militar "maior que a da Venezuela" está a caminho do Oriente Médio. Segundo ele, ou Teerã retoma as negociações com Washington sobre a questão nuclear ou "o próximo ataque será muito pior".
Em seu perfil no Truth, o mandatário americano destacou que "o tempo está acabando", de modo a pressionar o país persa a chegar a um acordo nuclear com os EUA "o mais rápido possível".
"Uma enorme armada está a caminho do Irã. Ela se move rapidamente, com grande poder, entusiasmo e determinação. Assim como no caso da Venezuela, está pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, com velocidade e violência, se necessário", enfatizou Trump, citando a operação realizada no país sul-americano que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
"Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações e chegue a um acordo justo e equitativo", escreveu o republicano, reforçando que o tratado seja "sem armas nucleares" a Teerã.
Segundo Trump, caso o governo dos aiatolás se negue a negociar, o próximo ataque de Washington no território persa será "muito pior" do que o realizado em junho passado, na Guerra dos Doze Dias.
Ainda hoje, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, esclareceu que não houve nenhum contato entre ele e o enviado especial de Trump, Steve Witkoff.
"Também não solicitamos qualquer rodada de negociação", acrescentou Araghchi, frisando que as tratativas seguem por meio de países mediadores.
"Não se pode falar em diálogo diante de um clima de ameaças. As negociações têm seu próprio código de conduta e devem ser conduzidas a partir de uma posição de igualdade", reforçou o ministro iraniano.
A Turquia, uma das mediadoras na crise entre as partes, que além da questão nuclear também se intensificou com a ameaça de intervenção militar americana em meio às milhares de mortes de manifestantes contrários ao governo de Teerã, exortou Washington a "negociar" e "não atacar o Irã".
"É um erro recomeçar um confronto" no Oriente Médio, afirmou o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan.