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Trump diz que ordenou envio de mais navios de guerra para o Irã: 'Próximo ataque será ainda pior'

Presidente americano diz que busca negociações que levem ao fim do desenvolvimento de armas nucleares

28 jan 2026 - 11h23
(atualizado às 11h24)
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Resumo
Trump ordena envio de navios de guerra ao Irã, exige negociação para acabar com armas nucleares e alerta sobre possíveis ataques mais severos, enquanto tensões aumentam devido à repressão iraniana a protestos.
Presidente dos EUA, Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA
5 de maio de 2025 
REUTERS/Leah Millis
Presidente dos EUA, Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA 5 de maio de 2025 REUTERS/Leah Millis
Foto: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o governo americano enviou um grupo de navios de guerra para o Irã e fez um alerta nesta quarta-feira, 28, que se os representantes do país asiático não se se sentarem à mesa de negociações e chegar a um acordo sobre armas nucleares, o próximo ataque seria muito pior.

"Espero que o Irã 'sente-se à mesa' rapidamente e negocie um acordo justo e equitativo — SEM ARMAS NUCLEARES — que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial (...) O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente", escreveu Trump em uma publicação na Truth Social.

O comandante da Guarda Revolucionária paramilitar do Irã, força que teve papel central na repressão a protestos nacionais recentes —uma ofensiva que deixou milhares de mortos—, alertou que suas tropas estão "mais prontas do que nunca, com o dedo no gatilho", enquanto navios de guerra dos Estados Unidos se dirigem ao Oriente Médio.

ANournews, agência de notícias próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, informou em seu canal no Telegram que o comandante, general Mohammad Pakpour, advertiu os Estados Unidos e Israel para que "evitem qualquer erro de cálculo".

A tensão segue elevada entre o Irã e os Estados Unidos após a repressão sangrenta aos protestos iniciados em 28 de dezembro, desencadeados pelo colapso da moeda iraniana, o rial, e que se espalharam pelo país por cerca de duas semanas.

Enquanto isso, o número de pessoas que ativistas relatam ter sido presas saltou para mais de 40 mil, à medida que crescem os temores de que alguns possam enfrentar a pena de morte.

Alertas de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem advertido repetidamente Teerã, estabelecendo duas linhas vermelhas para o uso da força militar: a morte de manifestantes pacíficos e a execução em massa de pessoas presas durante os protestos.

Embora não haja registro de novas manifestações no Irã há dias, o número de mortos relatado por ativistas continua a aumentar, à medida que informações chegam lentamente apesar do mais abrangente bloqueio de internet da história do país, que já dura mais de duas semanas.

Um novo balanço divulgado na terça-feira, 27, pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hran, na sigla em inglês), que atua no país, informou que subiu para 6.126 o número de mortos em decorrência dos protestos contra o governo iraniano.

Segundo a organização, entre os mortos estão, ao menos, 5.777 manifestantes, 214 membros das forças governamentais, 86 crianças e 49 civis que não estavam envolvidos nos protestos. Mais de 41,8 mil pessoas foram presas, acrescentou o grupo.

Esse total supera o de qualquer outra onda de protestos ou distúrbios no país em décadas e remete ao caos da Revolução Islâmica de 1979. /AP

Estadão
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