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Estados Unidos

Trump defende ICE e critica polícia após morte em Minneapolis: 'Deixem nossos patriotas trabalharem'

Presidente dos EUA publicou imagem de arma de fogo que supostamente pertenceria ao homem morto pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE)

24 jan 2026 - 19h21
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Resumo
Trump defendeu agentes do ICE após a morte de um homem baleado em Minneapolis, criticou autoridades locais e justificou a presença federal no estado devido a fraudes e questões migratórias, enquanto protestos contra a repressão aos imigrantes continuam na região.
Durante uma reunião do seu “Conselho de Paz” em Davos, na Suíça, nesta quinta-feira, 22, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi visto com uma nova mancha roxa na mão
Durante uma reunião do seu “Conselho de Paz” em Davos, na Suíça, nesta quinta-feira, 22, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi visto com uma nova mancha roxa na mão
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, em inglês) após a morte de um homem de 51 anos, que foi baleado neste sábado, 24, em uma rua de Minneapolis, no Estado de Minnesota, nos EUA. 

Em uma publicação na Truth Social, Trump mostrou uma imagem de uma arma de fogo carregada, que supostamente pertenceria ao homem baleado pelo ICE, e criticou a polícia local por não prestar apoio à agência federal. 

"Cadê a polícia local? Por que eles não puderam proteger os agentes do ICE? O governador e o prefeito mandaram que recuassem? É sabido que muitos desses policiais não puderam fazer seu trabalho, que o ICE teve de proteger a si mesmo", afirmou. 

Trump também justificou a intervenção federal em Minnesota ao citar uma fraude financeira: "Estamos lá por conta de uma fraude monetária, com bilhões de dólares desaparecidos e criminosos ilegais que puderam se infiltrar no Estado por meio da política de fronteiras abertas dos democratas". 

"Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho. 12 mil estrangeiros ilegais e criminosos, muitos deles violentos, foram presos e retirados de Minnesota. Se eles ainda estivessem lá, vocês veriam coisas muito piores do que as que estão vendo hoje", finalizou. 

Segundo a imprensa local, um oficial do Departamento de Segurança Interna disse que a vítima, de 51 anos, portava "uma arma de fogo e dois carregadores".

De acordo com testemunhas ouvidas pelo jornal "The Minnesota Star Tribune", o homem foi atingido várias vezes no peito e levado ao hospital, mas não resistiu.

O jornal local publicou um vídeo feito por uma testemunha, de dentro de um café, que mostra ao menos sete agentes tentando imobilizar o homem. Eles o derrubam no chão, e um deles faz os disparos. 

Um homem de 51 anos foi atingido por agentes federais de imigração e não resistiu
Um homem de 51 anos foi atingido por agentes federais de imigração e não resistiu
Foto: Getty Images

Manifestação

O incidente ocorre em meio a tensões em Minneapolis. Manifestantes têm se reunido diariamente nas Cidades Gêmeas desde 7 de janeiro, quando Renee Good, de 37 anos, foi fatalmente baleada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega.

Na sexta-feira, 23, milhares de manifestantes protestando contra a repressão aos imigrantes lotaram as ruas da cidade em clima gelado, pedindo que a aplicação da lei federal deixasse a área.

Durante as manifestações, agentes federais têm se confrontado repetidamente com membros da comunidade e ativistas que acompanham seus movimentos.

O governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou ter conversado com a Casa Branca sobre o que chamou de "mais um tiroteio horrível por agentes federais" e exigiu que o presidente Donald Trump retire "milhares de tropas violentas e sem treinamento" do Estado.

"Acabei de falar com a Casa Branca após outro tiroteio horrível esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é nauseante. O presidente deve encerrar esta operação. Retire agora as milhares de tropas violentas e sem treinamento de Minnesota", escreveu Walz.

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Fonte: Portal Terra
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