Trump agrava crise e anuncia tarifa de 50% contra setor automotivo do Canadá
Presidente disse que o país 'não será tratado como se fosse um estado americano'
Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre o setor automotivo e o aço do Canadá a partir de 2027, acusando o país vizinho de exploração comercial. A decisão intensifica a crise após o premiê canadense, Mark Carney, suspender negociações e rejeitar exigências de Washington, como a supervisão americana sobre acordos comerciais do Canadá. Diante do impasse, o governo canadense já prometeu retaliar a investida tarifária dos Estados Unidos dólar por dólar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (24) uma tarifa alfandegária de 50% contra o setor automotivo do Canadá, em mais um capítulo da crise entre dois aliados históricos na América do Norte.
A nova alíquota entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027 e chega após o premiê canadense, Mark Carney, ter rechaçado exigências de última hora feitas pelos EUA para evitar um tarifaço de 50% contra US$ 28 bilhões em mercadorias produzidas pelo país, como cimento e bastões de hóquei.
"O Canadá vem explorando os Estados Unidos da América há anos. Suas tarifas ridiculamente altas sobre nossos agricultores e produtos agrícolas tornaram a vida impossível para esses grandes patriotas americanos e geram um déficit de US$ 60 bilhões entre nossos países", escreveu Trump na plataforma Truth Social.
"Isso não é sustentável e não vai continuar mais assim! Em 1º de janeiro de 2027, as tarifas sobre todos os carros, caminhões (grandes e pequenos), peças automotivas e aço serão elevadas para 50%. Se a produção for nos EUA, não haverá tarifa alguma. O Canadá não será mais tratado como se fosse um estado americano", acrescentou o presidente.
Trump ainda definiu o país vizinho como "um dos mais difíceis de lidar no mundo". "Eles agem como se tivessem direitos adquiridos, mas a verdade é que nós não precisamos do Canadá, eles é que precisam de nós", concluiu.
No último fim de semana, Carney suspendeu as negociações comerciais com os Estados Unidos e prometeu responder aos tarifaços americanos "dólar por dólar". Segundo o premiê canadense, Washington apresentou mudanças "injustas e antieconômicas" de última hora que comprometiam a viabilidade de qualquer acordo.
Entre as alterações estaria a exigência de que os EUA aprovassem qualquer acordo comercial negociado pelo Canadá com outro país ou bloco.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.