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Shein anuncia abertura de capital em Hong Kong em 1º de setembro

Gigante de fast fashion mira arrecadar quase 14 bilhões de dólares honcongueses

24 ago 2026 - 12h02
(atualizado às 15h54)
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Resumo
A varejista Shein anunciou a abertura de capital na Bolsa de Hong Kong em 1º de setembro, com um IPO que pode movimentar até R$ 9 bilhões e avaliar a empresa em R$ 138 bilhões. A medida busca diversificar financiamentos e expandir mercados globais após tentativas frustradas em Nova York e Londres, motivadas por entraves regulatórios. A estreia ocorre em um momento desafiador, com a desaceleração nas vendas e um prejuízo de US$ 99 milhões registrado no primeiro trimestre de 2026.

A varejista online Shein anunciou que vai abrir capital na Bolsa de Valores de Hong Kong em 1º de setembro, com uma oferta pública inicial (IPO) que pode movimentar até 13,86 bilhões de dólares honcongueses, valor equivalente a R$ 9 bilhões.

Loja da Shein em Paris, na França
Loja da Shein em Paris, na França
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A empresa planeja oferecer 280 milhões de ações por um preço entre 47,60 e 49,50 dólares honcongueses cada, o que poderá lhe conferir uma capitalização de mercado de até 210,3 bilhões (R$ 138 bilhões).

A estreia no mercado de capitais asiático representa um passo estratégico para a gigante de fast fashion, que busca diversificar suas fontes de financiamento e ampliar a base de investidores, captando recursos para sustentar o crescimento em mercados internacionais e aportes em tecnologia.

A Shein, fundada na China e atualmente sediada em Singapura, tem forte presença global, inclusive no Brasil, mas enfrenta desafios regulatórios em mercados como os Estados Unidos e a Europa, relacionados a questões trabalhistas e ambientais.

A empresa chegou a cogitar uma abertura de capital em Nova York ou Londres, mas os planos não avançaram, e as autoridades chinesas aprovaram em julho passado a cotação em Hong Kong.

O mercado ao qual a Shein se apresenta, no entanto, não é mais o mesmo de seus anos de rápida expansão. A empresa encerrou 2025 com um lucro líquido de US$ 2,06 bilhões, mas registrou um prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026.

Entre os fatores que impactaram os resultados está a desaceleração nas vendas após a repressão dos EUA a pequenas encomendas.

Ansa - Brasil
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