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Coreia do Norte dispara mísseis após Trump reduzir exercícios militares

Coreia do Norte fez os lançamentos no mar um dia após EUA e Coreia do Sul anunciarem a redução de exercícios militares conjuntos

20 ago 2026 - 22h38
(atualizado às 23h03)
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Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte, durante visita de Vladmir Putin, em junho passado
Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte, durante visita de Vladmir Putin, em junho passado
Foto: Getty Images

A Coreia do Norte lançou cerca de dez mísseis de curto alcance em direção ao mar nesta quinta-feira, 20, segundo o Exército da Coreia do Sul. O lançamento aconteceu um dia depois da decisão dos Estados Unidos e da Coreia do Sul de reduzir um exercício militar conjunto.

Segundo o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, os mísseis foram lançados por volta das 17h, no horário local, da região de Pyongyang. Eles seguiram em direção às águas do leste da Coreia do Norte. O Japão também informou ter detectado o que chamou de um possível lançamento de míssil.

Depois dos lançamentos, a Coreia do Sul aumentou o nível de vigilância e passou a trocar informações sobre o caso com os Estados Unidos e o Japão. O Conselho de Segurança Nacional do país também fez uma reunião de emergência, segundo a imprensa internacional.

Após o encontro, o governo sul-coreano pediu que a Coreia do Norte parasse de lançar mísseis balísticos. Esses lançamentos são proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU. 

O lançamento aconteceu em meio a uma redução nos exercícios militares feitos por Estados Unidos e Coreia do Sul. Na quarta-feira, 19, os dois países anunciaram que diminuiriam o tamanho do Ulchi Freedom Shield, um treinamento militar que dura 11 dias.

A mudança aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Pentágono que "reduzisse substancialmente" os exercícios. O treinamento começou na segunda-feira, 17. Ao explicar a decisão, Trump citou sua relação com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. O presidente também mencionou a posição da Coreia do Sul em relação à guerra contra o Irã.

A redução dos exercícios, no entanto, não foi suficiente para convencer Pyongyang. Kim Yo-jong, irmã de Kim Jong-un e uma das figuras mais importantes do governo norte-coreano, criticou a decisão de reduzir os exercícios.

"A natureza provocativa e agressiva dos exercícios não mudará, mesmo que sua duração e seu tamanho tenham sido reduzidos", afirmou. "Se os EUA calculam que podem apresentar sua medida recente como uma espécie de gesto de boa-fé, não terão a resposta que desejam".

Ela também citou outros exercícios militares realizados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul neste ano e criticou os planos da Coreia do Sul de introduzir submarinos movidos a energia nuclear.

Kim Yo-jong também negou a afirmação de Trump de que Kim Jong-un teria respondido a um pedido para conversar.

Fonte: Portal Terra
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