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EUA e Coreia do Sul reduzirão duração e escopo de exercícios militares após ordem de Trump

19 ago 2026 - 08h31
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Coreia do Sul e Estados ‌Unidos reduzirão a duração dos exercícios militares conjuntos anuais de 11 para cinco dias e diminuirão o escopo de alguns treinamentos de campo, informaram os aliados nesta quarta-feira, depois que o presidente Donald Trump ordenou uma redução substancial na participação dos EUA.

A mudança nos exercícios ocorre no momento em que o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, visita a Coreia do Sul nesta quarta ⁠e quinta-feira para conversas sobre segurança regional, que devem abordar os desdobramentos na Península Coreana.

O exercício "Ulchi Freedom ‌Shield", que teve início em 17 de agosto, agora se estenderá até 21 de agosto, informaram o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul e um representante do Pentágono, em vez da data de ‌encerramento originalmente prevista para 27 de agosto.

O ministro da Defesa ‌sul-coreano, Ahn Gyu-back, afirmou que os aliados estavam tomando medidas para cancelar a segunda fase ⁠dos exercícios, segundo a mídia, acrescentando que se esperava que ela envolvesse operações de contra-ataque após uma fase defensiva inicial.

Por sugestão dos Estados Unidos, os países concordaram com ajustes parciais na duração e no escopo dos exercícios, informou o Estado-Maior Conjunto. Alguns treinamentos combinados de manobras de campo também serão reduzidos, embora os detalhes ainda estejam sendo discutidos.

Uma autoridade do Departamento de Defesa dos EUA afirmou que ‌o departamento havia reduzido substancialmente o exercício e os eventos de treinamento prático associados, com alguns deles ‌cancelados ou substituídos por simulações.

As mudanças ⁠preservariam os objetivos essenciais ⁠de prontidão e treinamento, sem prejudicar as metas de treinamento dos EUA, acrescentou a fonte.

As mudanças seguem a ordem ⁠de Trump, no domingo, de "reduzir substancialmente" o papel dos ‌EUA nos exercícios, citando seu "ótimo relacionamento" ‌com o líder norte-coreano Kim Jong Un.

Os objetivos de Trump na ordem pareciam ser pressionar Seul quanto ao ritmo dos investimentos prometidos pelos EUA no âmbito de um acordo comercial, desviar a atenção dos desafios dos EUA no Irã e reabrir a diplomacia com Pyongyang, segundo ⁠uma analista.

"Trump está tentando matar três coelhos com uma cajadada só aqui", disse Ellen Kim, pesquisadora sênior do Instituto Econômico da Coreia na América.

COREIA DO NORTE CONDENA EXERCÍCIOS

A Coreia do Norte voltou a criticar os exercícios na quarta-feira, afirmando que continuaria a exercer seu direito à autodefesa contra o que chamou de ameaças militares de Washington e Seul, ‌informou a agência oficial de notícias KCNA.

Em um comentário, a agência chamou os Estados Unidos e a Coreia do Sul de "belicistas" que aumentam a tensão na Península Coreana, mas não chegou a mencionar ⁠Trump, sua ordem ou a redução dos exercícios.

A decisão da Coreia do Norte de publicar o comentário, em vez de uma declaração de uma autoridade sênior ou uma demonstração militar de força, pode sinalizar um esforço para deixar espaço para a diplomacia, disse Hong Min, pesquisador do Instituto Coreano para a Unificação Nacional.

Trump tem pressionado seus assessores para que marquem um encontro presencial com Kim já neste outono, informou o Wall Street Journal, citando autoridades norte-americanas.

Ele discutiu a realização de negociações durante uma possível viagem à Ásia em novembro para a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) no polo tecnológico chinês de Shenzhen, acrescentou o jornal.

A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a informação.

A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário sobre sua abordagem em relação à Coreia do Norte ou aos exercícios militares.

Trump afirmou na segunda-feira que Kim havia respondido à sua iniciativa, sem revelar a natureza do contato.

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