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Separatistas vão "deixar fedor durante 10 mil anos", diz China após eleição em Taiwan

13 jan 2020
10h29
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Os separatistas vão "deixar um fedor durante 10 mil anos", disse o principal diplomata do governo chinês nesta segunda-feira, na reação mais forte da China à reeleição da presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, com uma mensagem de desafio à China.

Conselheiro de Estado chinês, Wang Yi
22/10/2019
REUTERS/Denis Balibouse
Conselheiro de Estado chinês, Wang Yi 22/10/2019 REUTERS/Denis Balibouse
Foto: Reuters

Tsai foi mantida no cargo com uma grande votação, em uma eleição dominada pelos esforços crescentes da China para induzir a ilha que reivindica a aceitar o controle de Pequim.

Ao anunciar a vitória, Tsai disse que Taiwan não cederá a ameaças e intimidações da China e que só o povo taiwanês tem direito de decidir seu próprio futuro.

Falando na África, o conselheiro de Estado chinês, Wang Yi, disse que o princípio de "uma China", que reconhece Taiwan como parte da China, se tornou o consenso da comunidade internacional há tempos.

"Este consenso não mudará nem um pouco por causa de uma eleição local em Taiwan, e não será abalado por causa das palavras e ações equivocadas de certos políticos ocidentais", acrescentou Wang, uma referência aparente ao secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

Ao parabenizar Tsai, Pompeo a elogiou por buscar a estabilidade com a China "diante da pressão implacável".

Em comentários publicados pelo Ministério das Relações Exteriores, Wang disse que a "reunificação através do Estreito de Taiwan é uma inevitabilidade histórica".

"Aqueles que dividem o país estão fadados a deixar um fedor durante 10 mil anos", disse Wang, que já foi chefe do Escritórios de Assuntos de Taiwan da China, usando uma expressão que significa entrar para a história de maneira infame.

Em 2005, a China sancionou uma lei anti-secessão que autoriza o uso da força contra Taiwan caso Pequim decida que a ilha se insurgiu. Taiwan diz já ser um país independente chamado República da China, seu nome oficial.

A China está particularmente irritada com o apoio crescente dos Estados Unidos a Taiwan. Washington não tem laços formais com Taipei, mas é obrigada por lei a fornecer a Taiwan os meios para se defender.

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