Rússia estabelece condições para o fim da guerra na Ucrânia; veja quais
Mikhail Galuzin, vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, listou exigências para alcançar a paz
O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, destacou em entrevista a agência de notícias russa Tass, no último sábado, 27, as condições para o fim da guerra com a Ucrânia. Os dois países estão em conflito desde fevereiro do ano passado.
Segundo Galuzin, a Ucrânia deve renunciar a sua adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e recusar o ingresso na União Europeia. Outra condição para alcançar a paz, de acordo com o vice-ministro, é adotar a posição de estado neutro.
"Estamos convencidos de que um acordo só é possível se as hostilidades das Forças Armadas da Ucrânia e o fornecimento de armas ocidentais cessarem. Para alcançar uma paz abrangente, justa e duradoura, a Ucrânia deve retornar a um status neutro e não alinhado, fixado na declaração de soberania do Estado de 1990, e se recusar a aderir à Otan e à UE", enfatizou Galuzin.
"As novas realidades territoriais que se desenvolveram como resultado da realização do direito dos povos à autodeterminação devem ser reconhecidas", acrescentou.
Além dessas condições, Galuzin pontuou que outro elemento importante seria a língua russa como língua de Estado. "No nível legislativo, o status de estado da língua russa deve ser fixado. É necessário alcançar a observância na Ucrânia dos direitos humanos básicos, incluindo o direito à liberdade de religião", disse.
No ano passado, a Rússia também já tinha estabelecido outras exigências para o fim do conflito. Confira quais são todas as condições:
- Ucrânia deve ser geopoliticamente neutra;
- País deve renunciar a adesão à Otan e à União Europeia;
- Cessação das hostilidades das Forças Armadas ucranianas;
- Parar de receber armas ocidentais;
- Proteção dos direitos dos cidadãos de língua russa e das minorias nacionais;
- País teria que promover o que a Rússia chama de 'desnazificação';
- Garantir o status da língua russa como língua de Estado;
- Reconhecimento das novas realidades territoriais que se desenvolveram como resultado da regra do direito dos povos à autodeterminação;
- Respeito aos direitos humanos fundamentais, compreendida a liberdade de religião.