PUBLICIDADE

Polícia do Texas admite demora para agir contra atirador

Jovem matou 21 pessoas em escola de Uvalde

27 mai 2022 15h05
| atualizado às 18h02
ver comentários
Publicidade

As autoridades do Texas, nos Estados Unidos, admitiram nesta sexta-feira (27) ter errado ao esperar quase uma hora para invadir a escola em que um atirador matou 21 pessoas, incluindo 19 crianças e duas professoras, na cidade de Uvalde.

A declaração foi dada pelas forças de segurança em coletiva de imprensa para responder diversas críticas e questionamentos sobre a atuação dos agentes no massacre cometido pelo jovem Salvador Ramos, de 18 anos, com um fuzil semiautomático AR-15.

Segundo Steven McCraw, diretor do Departamento de Segurança Pública do Texas, o atirador da escola primária do Texas disparou pelo menos 100 balas durante a ofensiva.

O policial americano explicou ainda que o segurança da escola não estava no campus quando o assassino chegou, mas "ouviu o telefonema para o número da emergência e correu para a instituição". Na ocasião, sobreviventes, incluindo crianças, ligaram para as autoridades logo depois que Ramos invadiu a escola de ensino fundamental Robb.

"Naquele momento, o criminoso ainda estava do lado de fora do prédio e estava atirando em direção à escola, além de ter disparado contra dois funcionários de um carro funerário próximo", explicou.

Durante a coletiva, McCraw considerou "uma decisão errada" do comando que estava na escola, que preferiu esperar o apoio de uma equipe tática antes de agir e arrombar a porta da sala de aula onde o assassino estava atirando contra os estudantes.

De acordo com ele, o comandante que tomou a decisão pensou que "não havia crianças em risco". "A decisão foi feita na cena do crime. Claro que foi uma decisão errada, não há desculpa para isso", afirmou Questionado se deveria um pedido de desculpas aos pais das vítimas, ele respondeu: "Se eu achasse que poderia ajudá-los, pediria desculpas", disse.

Para McCraw, os policiais deveriam ter invadido a sala onde o assassino fazia os disparos, principalmente que 19 agentes estavam dentro do colégio na hora em que o assassino foi morto, mais de uma hora depois do início do ataque.

Outro erro, de acordo com o diretor, oi que Ramos entrou por uma porta externa aberta minutos antes por um professor, sendo que "obviamente tinha que estar fechada".

Ansa - Brasil   
Publicidade
Publicidade