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Polícia de Israel prende 4 ativistas por suspeita de corrupção eleitoral

Outros três indivíduos já haviam sido detidos na manhã das eleições no sul do país

29 out 2026 - 09h32
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Resumo
A polícia de Israel prendeu quatro ativistas do partido árabe Ra'am, incluindo três diretores de escolas, suspeitos de envolvimento em um esquema de suborno eleitoral. A apuração é conduzida pela unidade anticorrupção Lahav 433, que já havia detido outros três indivíduos no dia da votação. O partido nega veementemente as acusações. Em meio ao caso, lideranças árabes criticaram o premiê Benjamin Netanyahu, acusando a direita israelense de incitar hostilidade contra a minoria árabe do país.

A polícia israelense anunciou nesta quinta-feira (29) a prisão de quatro ativistas do partido Ra'am, também chamado de Lista Árabe Unida, por suspeita de envolvimento em um esquema de suborno eleitoral.

    Segundo comunicado publicado na rede social X, os detidos estão sendo interrogados pela unidade nacional de combate à corrupção, conhecida como Lahav 433.

    Outros três indivíduos haviam sido detidos na manhã das eleições, em 27 de outubro, também no sul de Israel. De acordo com a imprensa, o partido Ra'am, atualmente liderado por Mansour Abbas, que defende os direitos à população árabe que vive em Israel, identificou os investigados como ativistas da legenda e negou as acusações.

    Três dos quatro cidadãos presos hoje seriam diretores de escolas nas localidades de Tel Sheva e Segev Shalom.

    A emissora pública israelense Kan informou que a investigação sobre a suposta corrupção eleitoral foi aberta há duas semanas, com base em dados de inteligência.

    "Trata-se de uma investigação aberta há duas semanas, com base em informações de inteligência confiáveis. Sabemos que há algo irregular e estamos conduzindo uma apuração rigorosa para esclarecer totalmente o caso. A situação ficará mais clara nos próximos dias", afirmou uma fonte da área de segurança à emissora.

    A investigação policial é distinta de outra apuração sobre uma suposta interferência do Catar nas eleições israelenses, conduzida pelo Shin Bet, o serviço de segurança interna do país.

    O caso também provocou manifestações políticas. Sami Abou Shahadeh, líder do partido Balad, integrante da chamada Lista Conjunta, criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e acusou setores da direita israelense de estimular a hostilidade contra a população árabe.

    "Um homem acusado de corrupção, fraude e quebra de confiança continua a incitar o ódio contra 20% dos cidadãos do país", escreveu Abou Shahadeh na rede social X.

    O dirigente também contestou as alegações de corrupção eleitoral associadas ao debate político envolvendo o Likud, partido de Netanyahu, e afirmou que a extrema-direita não deveria conseguir anular o resultado das eleições por meio de acusações que considera infundadas. .

Ansa - Brasil
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