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Governo Trump demite principal estrategista do Exército, diz revista

Segundo a publicação The Atlantic, o tenente-general Brett Sylvia foi afastado do cargo de diretor de Estratégia, Planejamento e Política do Estado-Maior Conjunto em meio aos preparativos para um novo ataque ao Irã

29 out 2026 - 08h51
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Resumo
O governo Trump demitiu o tenente-general Brett Sylvia, principal estrategista do Exército, sem apontar substituto ou justificativa oficial. O afastamento integra uma redução de 20% no alto comando militar promovida pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, para focar as tropas em combate e eliminar políticas progressistas. A demissão ocorre em meio a sinais da Casa Branca de novos ataques contra o Irã após as eleições de novembro, após a trégua de bombardeios terrestres mantida desde setembro.
O Tenente-General do Exército dos EUA, Brett Sylvia, ex-Diretor de Estratégia, Planos e Políticas, J5, Estado-Maior Conjunto/Membro Sênior da Delegação dos Estados Unidos
O Tenente-General do Exército dos EUA, Brett Sylvia, ex-Diretor de Estratégia, Planos e Políticas, J5, Estado-Maior Conjunto/Membro Sênior da Delegação dos Estados Unidos
Foto: Foto do Exército dos EUA por William Pratt

O governo dos Estados Unidos demitiu o principal estrategista do Exército em um momento em que a administração do presidente americano, Donald Trump, parece estar preparando novos ataques contra o Irã, informou a revista The Atlantic.

O tenente-general do Exército Brett Sylvia foi afastado nesta semana do cargo de diretor de Estratégia, Planejamento e Política do Estado-Maior Conjunto, segundo a reportagem, que cita fontes do Departamento de Defesa ouvidas sob condição de anonimato.

Sylvia é o mais recente de uma série de oficiais militares de alto escalão demitidos desde o retorno de Trump ao poder, em janeiro de 2025.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os EUA reduziram em 20% o número de generais e almirantes, medida que ele atribuiu a uma melhor "prestação de contas".

Hegseth sugeriu que os cortes foram direcionados a oficiais que não aderiram a seus esforços para garantir que as Forças Armadas se concentrem na guerra, e não nas políticas progressistas dos governos anteriores.

Nenhuma explicação foi apresentada para a saída de Sylvia, e um substituto não foi anunciado, segundo a The Atlantic.

Procurado pela Agence France-Presse, o Pentágono não comentou a destituição.

Trump cogita voltar a bombardear o Irã após as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

"Talvez façamos outra pequena 'Epic Fury'", afirmou Trump na semana passada, em referência à ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã em fevereiro, que desencadeou a guerra.

Não foram registrados ataques significativos de Washington ou de Teerã contra alvos terrestres desde o início de setembro, e o conflito tem se concentrado em ataques a navios comerciais.

Entre seus cargos anteriores, Sylvia comandou a divisão responsável pelos ataques aéreos do Exército e uma unidade no Iraque./Com informações da AFP

Estadão
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