Papa Leão XIV expressa 'tristeza' após acidente ferroviário na Espanha
Tragédia provocou quase 70 mortos; governo decretou 3 dias de luto
O papa Leão XIV manifestou pesar pela colisão entre dois trens de alta velocidade em Toledo, na Espanha, tragédia que deixou ao menos 69 mortos e dezenas de feridos após vagões caírem de um penhasco. Com três dias de luto oficial decretados pelo governo espanhol, mais de mil socorristas atuam nas buscas por desaparecidos, incluindo duas italianas. A Justiça investiga as causas do desastre, apurando possíveis falhas nos sistemas de sinalização e segurança ou erro operacional no tráfego dos trens.
O papa Leão XIV manifestou sua proximidade às vítimas e aos familiares do acidente ferroviário ocorrido, na última quarta-feira (28), na província de Toledo, no sul da Espanha, que deixou quase 70 mortos.
Em telegrama enviado nesta quinta (29) ao arcebispo de Toledo, dom Francisco Cerro Chaves, e assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o líder da Igreja Católica diz estar "profundamente entristecido" com a tragédia.
Leão XIV também ofereceu "suas sinceras condolências às famílias", juntamente com "palavras de conforto, profunda solidariedade em sua dor e votos de pronta recuperação para os feridos".
Por fim, o Robert Prevost encorajou as equipes de emergência e resgate "a continuarem com seus esforços para prestar assistência": "A todos os envolvidos, o Papa concede sua bênção apostólica".
Ontem, dois trens da linha de alta velocidade que circulavam entre Madri e Sevilha colidiram em Urda, na província de Toledo, e deixou o país em luto.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades locais, pelo menos 69 pessoas perderam a vida e dezenas ficaram feridas. As operações de resgate e busca por desaparecidos continuaram durante toda a noite.
A tragédia envolveu um trem da Renfe e outro da Iryo. Com a colisão, vagões caíram de um penhasco, dificultando o trabalho das equipes de emergência. Centenas de profissionais foram mobilizados, com o apoio de ambulâncias, helicópteros, drones e equipamentos de iluminação para localizar vítimas e remover os destroços.
Além de sobreviventes, os profissionais buscam restos mortais que ainda precisam ser identificados por peritos forenses.
O presidente do governo regional de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, informou que o número de mortos ainda poderia aumentar. De acordo com as autoridades, dezenas de pessoas permanecem hospitalizadas, incluindo pacientes em estado grave.
García-Page também destacou que incluiu cerca de 1,3 mil profissionais e recursos operacionais, 150 ambulâncias e sete helicópteros são utilizados na operação.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, acompanhou as reuniões de coordenação das ações de emergência e decretou três dias de luto nacional, enquanto as autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias do desastre.
O acidente também mobilizou o governo italiano. Inicialmente, três cidadãs italianas foram dadas como desaparecidas. Uma delas foi posteriormente localizada e informou ao Consulado da Itália em Madri que estava bem, reduzindo para duas o número de italianas cujo paradeiro permanece desconhecido.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, confirmou que as autoridades diplomáticas estão mantendo contato com as famílias e trabalhando em conjunto com a polícia e os serviços de saúde espanhóis para obter informações sobre as desaparecidas.
Tajani classificou o ocorrido como uma "imensa tragédia" e manifestou solidariedade ao povo espanhol, ao rei Felipe VI e ao governo do país. Segundo ele, a Itália acompanha de perto a situação e presta apoio às famílias afetadas.
Paralelamente, o rei Felipe VI e a rainha Letízia programaram uma visita aos feridos internados no Hospital Universitário de Toledo. A família real suspendeu os compromissos previstos durante os três dias de luto nacional, assim como a rainha emérita Sofia.
As circunstâncias da colisão permanecem sob investigação. Informações preliminares mencionam a possibilidade de falhas no sistema de segurança e sinalização ferroviária, além de um possível erro operacional. Essas hipóteses ainda precisam ser confirmadas pelas autoridades responsáveis.
A Justiça determinou restrições de acesso à área do acidente e proibiu a retirada não autorizada de objetos do local, com o objetivo de preservar vestígios que possam contribuir para a investigação.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.