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Irã vê apenas ideias inaceitáveis ​​na mais recente mediação para encerrar guerra, diz autoridade

28 out 2026 - 09h50
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Resumo
O Catar apresentou uma proposta com cronograma de sete dias para encerrar o conflito de oito meses entre Irã, EUA e Israel, que afeta o transporte marítimo e o petróleo. Contudo, Teerã classificou os pontos como ideias inaceitáveis e reafirmou sua recusa em ceder na questão nuclear. Enquanto Washington exige debater o programa nuclear desde o início, o Irã condiciona o avanço à suspensão de sanções ao seu petróleo e ao fim do bloqueio a seus portos, mantendo o impasse diplomático na região.

Mediadores do ‌Catar apresentaram ao Irã uma nova proposta de acordo para pôr fim à guerra com EUA e Israel, afirmou uma autoridade a par das negociações, mas uma autoridade iraniana graduada disse que Doha havia apenas apresentado ideias inaceitáveis que não constituíam uma oferta.

A autoridade a par das negociações, ⁠que não é do Irã, disse que uma nova proposta de paz ‌para o conflito, que já dura oito meses, foi apresentada no domingo e estava sendo analisada por Teerã, com uma resposta prevista para ‌o final da semana.

O Catar, juntamente com ‌o Paquistão, tem liderado a mediação para pôr fim à guerra, ⁠que interrompeu o transporte marítimo global e o abastecimento de petróleo e, recentemente, se espalhou para Arábia Saudita e Iêmen.

A proposta apresentada pelo Catar estabelece um cronograma de sete dias para abordar as preocupações tanto de Teerã quanto de Washington, definindo medidas diárias de construção de confiança que ‌cada lado deve adotar, disse a autoridade informada sobre as negociações. O ‌cronograma poderia começar no ⁠início da próxima ⁠semana e vários países atuariam como garantes do acordo, acrescentou a autoridade.

Pouco depois, uma ⁠alta autoridade iraniana envolvida nas negociações ‌afirmou que o Catar ‌havia apresentado apenas "ideias inaceitáveis e não uma oferta", e que a política de Teerã de não demonstrar flexibilidade em relação à questão nuclear permanecia inalterada.

Washington quer que o programa nuclear iraniano faça parte das ⁠negociações para pôr fim à guerra desde o início, enquanto o Irã afirma que suas condições — que incluem o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos e o levantamento das sanções às exportações de petróleo iraniano — devem ser atendidas ‌primeiro. O Irã rejeita as preocupações ocidentais de que seu programa nuclear seja de natureza militar.

No final de setembro, o Irã apresentou outra proposta ⁠de sete dias, segundo a qual o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que o Estreito de Ormuz, um dos canais de transporte de energia mais importantes do mundo, poderia ser reaberto se determinadas condições fossem atendidas. O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a proposta, o que levou a uma nova mediação do Catar.

O rascunho discutido em Teerã no domingo era diferente daquela proposta, disse a autoridade informada sobre as negociações, embora os detalhes do plano mais recente não tenham ficado claros imediatamente. A autoridade havia dito anteriormente à Reuters que os mediadores do Catar haviam se coordenado com Washington antes de irem a Teerã.

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