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Para enfrentar EUA e China, Macron cobra maior integração da Europa como 'potência independente'

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta quarta-feira (11) que transformar a Europa em uma "potência independente" é a única solução diante das ameaças econômicas representadas pela China e pelos Estados Unidos.

11 fev 2026 - 15h38
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Falando a um grupo de industriais em Antuérpia, na Bélgica, Macron destacou que a União Europeia precisa mudar de escala e ganhar velocidade "para pôr fim à fragmentação que enfraquece e pode humilhar a Europa".

O presidente Emmanuel Macron, no palácio do Eliseu, em 6 de janeiro de 2026.
O presidente Emmanuel Macron, no palácio do Eliseu, em 6 de janeiro de 2026.
Foto: via REUTERS - LUDOVIC MARIN / RFI

Durante o discurso, Macron voltou a defender o uso dos eurobônus — empréstimos ou títulos de dívida comuns europeus — como ferramenta para financiar investimentos de grande porte e manter a competitividade do bloco frente a Washington e Pequim.

Segundo ele, apenas o recurso à emissão de dívida conjunta permitirá investir adequadamente em defesa e segurança espacial, tecnologias limpas, inteligência artificial, computação quântica e na transformação da produtividade e competitividade europeias.

A ideia de um endividamento comum europeu é apoiada pela França há anos, mas segue sendo rejeitada por vários Estados-membros, especialmente a Alemanha, que só concordou com o mecanismo em situações excepcionais, como no programa de recuperação econômica pós-pandemia de Covid‑19.

Macron afirmou que a Europa vive um momento "totalmente inédito" e defendeu medidas decisivas que não fazem parte da "caixa de ferramentas tradicional" da UE.

"Situação de emergência", diz Macron

Ele insistiu na urgência do cenário: "Devemos deixar claro que estamos em situação de emergência. Em breve será tarde demais".

O presidente francês também pediu que os países dispostos a avançar implementem as reformas do mercado único propostas pela Comissão Europeia, mesmo que elas não progridam até junho, utilizando-se do instrumento das "cooperações reforçadas".

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, também declarou estar aberta ao uso desse mecanismo, caso necessário.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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