Papa expressa 'grande preocupação' com tensões entre EUA e Cuba
Leão XIV pediu 'diálogo' para evitar 'ações que aumentem sofrimento do povo'
O papa Leão XIV expressou preocupação neste domingo (1º) com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Cuba, em meio às pressões do governo do presidente Donald Trump para enfraquecer o regime comunista.
Em seu Angelus dominical no Vaticano, o primeiro pontífice norte-americano da história disse acompanhar a situação com "grande preocupação".
"Uno-me à mensagem dos bispos cubanos, convidando todos os responsáveis a promover um diálogo sincero e eficaz, para evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar o sofrimento do querido povo cubano. Que a Virgen de la Caridad del Cobre assista e proteja a totalidade dos filhos daquela terra amada!", declarou o Papa.
Horas antes, Trump havia dito que a situação em Cuba era "muito ruim", mas que acreditava que a liderança de Havana procuraria os EUA para negociar e "fazer um acordo". Já o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou Washington de repetir a fórmula empregada contra a Venezuela para levar adiante uma "campanha de agressão" contra a ilha caribenha.
"A rendição não é uma opção. Tempos duros como este devem ser enfrentados com coragem e valor", afirmou o mandatário em discurso para membros do Partido Comunista.
Segundo a imprensa americana, o governo Trump deseja promover uma "mudança de regime" em Cuba até o fim de 2026 e está buscando pessoas em Havana para "contribuir" com um eventual acordo que encerre a era comunista no país.
Nesse sentido, o presidente dos EUA ameaçou impor tarifas adicionais contra nações que vendem petróleo para Cuba, de forma a aumentar a pressão econômica sobre a ilha, alvo de um embargo americano há mais de 60 anos.