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Taliban divulga diretrizes para mídia e proíbe atrizes na TV

Algumas das regras visam especificamente as mulheres, o que provavelmente provocará preocupações na comunidade internacional

23 nov 2021 13h24
| atualizado às 13h32
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Menina afegã ao lado de três mulheres de burca em hospital de Cabul
05/10/2021
REUTERS/Jorge Silva
Menina afegã ao lado de três mulheres de burca em hospital de Cabul 05/10/2021 REUTERS/Jorge Silva
Foto: Reuters

O governo do Taliban divulgou uma série de restrições para a mídia do Afeganistão, incluindo a proibição de dramas televisivos com atrizes e a ordem para que mulheres âncoras de noticiário usem o hijab islâmico.

O Ministério da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício do Afeganistão delineou nove regras nesta semana, disse um porta-voz do governo do Taliban nesta terça-feira, 23, centradas essencialmente na proibição de qualquer mídia que viole "valores islâmicos ou afegãos".

Algumas das regras visam especificamente as mulheres, o que provavelmente provocará preocupações na comunidade internacional.

"Estes dramas ou programas nos quais as mulheres atuam não deveriam ser transmitidos", determinam as regras, acrescentando que jornalistas mulheres deveriam usar o hijab islâmico.

Embora a maioria das mulheres afegãs use lenços de cabeça em público, no passado os comunicados do Taliban sobre o uso do hijab islâmico causaram receio em ativistas dos direitos das mulheres, que dizem que o termo é vago e que poderia ser interpretado conservadoramente.

As regras foram criticadas pela entidade internacional de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), que disse que a liberdade de imprensa está se deteriorando no país. "O desaparecimento de qualquer espaço de discórdia e o agravamento das restrições para as mulheres na mídia e nas artes é devastador", disse Patricia Gossman, diretora-associada da HRW na Ásia, em um comunicado.

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