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Oriente Médio

Lei polêmica que limita venda de álcool entra em vigor na Turquia

Essa lei foi um dos motivos dos protestos de junho contra o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan

9 set 2013 - 13h16
(atualizado às 14h03)
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A nova lei promulgada pelo governo islamo-conservador da Turquia que restringe a venda de álcool no país, principalmente em estabelecimentos próximos a escolas e mesquitas, entrou em vigor nesta segunda-feira.

Votado em maio, este texto alimentou em grande parte o movimento de contestação que sacudiu a Turquia em junho, apresentado pelos manifestantes como um dos símbolos do autoritarismo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan e de sua vontade "de islamizar" o país.

A nova lei proíbe a venda de álcool entre as 22h e 6h, assim como em qualquer horário em locais próximos a estabelecimentos escolares e mesquitas.

Ela impõe ainda a inclusão nos rótulos das bebidas de mensagens alertando para os riscos do álcool e proíbe a publicidade para tais bebidas na televisão e nas universidades.

Assim como para o cigarro, as emissoras são agora obrigadas a remover de sua programação copos ou garrafas de álcool, sob pena de multa.

Erdogan, um muçulmano devoto que não fuma nem bebe, defendeu a lei por razões de saúde pública, em nome de uma Turquia "saudável". Mas os meios de comunicação laicos têm denunciado uma lei draconiana e motivada por questões religiosas.

O primeiro-ministro causou, assim, alvoroço ao afirmar que a verdadeira bebida nacional era o Ayran, feita com iogurte e água, ao invés do famoso raki, um licor de anis.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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