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Nova York, a cidade-sede das Nações Unidas

23 jun 2015 - 16h20
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Nova York mudou muito desde a inauguração da sede das Nações Unidas em 1952, mas em seu 70° aniversário a cidade continua considerando que os benefícios que recebe por acolher a principal organização internacional são muito maiores do que suas desvantagens.

"Não somente nos sentimos honrados por ter as Nações Unidas desde um ponto de vista econômico, já que empregam milhares de nova-iorquinos, mas também somos capazes de compartilhar as melhores práticas ao redor do mundo", disse à Agência Efe a responsável de Assuntos Internacionais da prefeitura de Nova York, Penny Abeywardena.

A Assembleia Geral das Nações Unidas selecionou Nova York como sede permanente em 1946, desbancando concorrentes como San Francisco, Filadéfia, Boston e Chicago, quando o magnata John D. Rockefeller Jr. ofereceu US$ 8,5 milhões para comprar um terreno ao lado do East River.

Embora esteja localizada a poucas ruas da emblemática estação Grand Central, a sede das Nações Unidas tem o status de extraterritorialidade, típico das embaixadas. No entanto, segue submissa à jurisdição e às leis dos Estados Unidos, em troca de se beneficiar de políticas locais, bombeiros e outros serviços.

"Acho que qualquer coisa que possamos fazer para promover a cooperação entre os países vale a pena. É uma dor de cabeça para nós, mas é uma dor como para tantos outros", opinou Priscilla, uma física que vive em Manhattan.

Sediar as Nações Unidas fornece a cada ano uma generosa quantia aos cofres de Nova York, segundo a prefeitura, que está elaborando um estudo sobre o impacto da organização na cidade que será publicado no dia das Nações Unidas, celebrado a cada 24 de outubro.

"Tenho certeza de que falará dos bilhões que as Nações Unidas levam a Nova York e das milhares de pessoas que emprega", afirmou Abeywardena, que encomendou esta análise no começo de seu mandato para mostrar os benefícios que a ONU representa para a cidade.

No entanto, conviver com a ONU também pode gerar muitos problemas. Eventos como a Assembleia Geral de setembro acrescentam mais congestionamento ao tráfego habitual da 'Big Apple' e extraordinárias medidas de segurança que afetam o dia a dia dos nova-iorquinos.

Esta forte segurança é resultado da coordenação entre as Nações Unidas, o Departamento de Estado dos EUA como país de amparo e a própria cidade de Nova York.

Um empresário que trabalha neste setor, que preferiu não revelar seu nome, opinou que a ONU é, além disso, "uma perda de dinheiro".

"Olhe todos os outros problemas grandes que temos ao redor do mundo, como o Oriente Médio e a Rússia. Nunca fui um fã da ONU e realmente não vejo por que temos que perder tanto dinheiro", alegou.

"Mas nos sentimos contentes em ajudar", disse o responsável de Assuntos Internacionais da cidade. "Gosto de lembrar que quando temos tanta gente nos visitando, também estão usando nossas tinturarias, nossas adegas, nossos restaurantes... se transformam em parte de Nova York", frisou.

EFE   
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