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Na França, G7 exige fim imediato dos ataques no Oriente Médio e alerta para risco global no Estreito de Ormuz

Os ministros das Relações Exteriores do G7 fizeram um apelo nesta sexta-feira (27) por um "fim imediato dos ataques contra populações e infraestruturas civis" no Oriente Médio, em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã.

27 mar 2026 - 15h21
(atualizado às 15h24)
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Em comunicado conjunto após reunião em Vaux-de-Cernay, nos arredores de Paris, o grupo afirmou que "não pode haver qualquer justificativa para o ataque deliberado a civis" nem para ações contra instalações diplomáticas. Os chanceleres também destacaram a "necessidade absoluta" de restabelecer de forma permanente a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.

Os chanceleres do G7 participam de um encontro de dois dias com países europeus e aliados para tentar reduzir divergências com os Estados Unidos sobre a guerra no Oriente Médio, mantendo outras crises, como Ucrânia e Gaza, no centro da agenda, em Cernay la Ville, nos arredores de Paris, em 27 de março de 2026.
Os chanceleres do G7 participam de um encontro de dois dias com países europeus e aliados para tentar reduzir divergências com os Estados Unidos sobre a guerra no Oriente Médio, mantendo outras crises, como Ucrânia e Gaza, no centro da agenda, em Cernay la Ville, nos arredores de Paris, em 27 de março de 2026.
Foto: AFP - BRENDAN SMIALOWSKI / RFI

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, afirmou que há um amplo consenso internacional sobre a importância de preservar essa liberdade. "É impensável viver em um mundo em que as águas internacionais estejam fechadas à navegação", disse.

A guerra no Oriente Médio dominou a reunião, ao lado do conflito na Ucrânia. Segundo Barrot, os países do G7 permanecem comprometidos em apoiar Kiev "contra o invasor".

Os Estados Unidos afirmaram que esperam encerrar suas operações no Irã nas próximas duas semanas, sem necessidade de envio de tropas terrestres, segundo o secretário de Estado Marco Rubio. Ele indicou que Teerã enviou sinais indiretos, mas ainda não respondeu a propostas de paz.

Os combates continuam intensos. O Irã denunciou ataques dos Estados Unidos e de Israel a instalações nucleares, incluindo uma usina de processamento de urânio em Ardakan e um reator de água pesada em Jondab. Bombardeios também atingiram importantes siderúrgicas no país.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, mais de 300 soldados americanos ficaram feridos, segundo o comando militar dos EUA, com ao menos dez em estado grave.

No Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter forçado o retorno de três navios porta-contêineres, mantendo o bloqueio que ameaça o fluxo global de petróleo.

Grave crise humanitária

A crise também se agrava no plano humanitário. A ONU lançou um apelo para arrecadar US$ 80 milhões destinados a quase dois milhões de refugiados no Irã. No Líbano, a agência da ONU para refugiados alertou para o risco de uma "catástrofe" diante do agravamento da situação.

A tensão diplomática permanece elevada. A Alemanha afirmou que Estados Unidos e Irã consideram abrir negociações diretas no Paquistão, após contatos indiretos.

Ao mesmo tempo, autoridades iranianas acusam Washington de ataques deliberados contra civis, incluindo o bombardeio de uma escola que teria deixado mais de 175 mortos, segundo Teerã — um balanço que não pôde ser verificado de forma independente.

Diante da escalada, a Guarda Revolucionária recomendou que civis evitem áreas onde estejam presentes forças americanas, enquanto cresce a especulação sobre um possível envio de até 10 mil soldados adicionais dos EUA para a região.

Em paralelo, países ao redor do mundo acompanham com preocupação os impactos do conflito, que já afeta o comércio global, a segurança energética e o equilíbrio geopolítico internacional.

EUA e Brasil

O Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, que participa na cúpula do G7, conversou, nesta sexta-feira, segundo dia da reunião, com o Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio sobre questões comerciais e o diálogo em curso para o aprofundamento da cooperação bilateral no combate ao crime organizado transnacional, de acordo com o Itamaraty. 

Na quinta-feira, à margem do encontro, o chanceler brasileiro se reuniu com Jean-Noël Barrot. Os dois discutiram a agenda bilateral e a cooperação no âmbito do G7, além da situação no Oriente Médio e de crises na América Latina, como Venezuela e Cuba. Também reafirmaram a intenção de aprofundar a parceria estratégica entre os dois países.

O G7, que reúne as maiores potências economicamente desenvolvidas, acontece em formato ampliado, com a participação de outros países, há vários anos. Além do Brasil, os ministros das Relações Exteriores da Índia, Ucrânia, Arábia Saudita e Coreia do Sul foram convidados, assim como a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.

com agências

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