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Ativista brasileiro de flotilha volta ao país e alega tortura durante detenção em Israel

12 mai 2026 - 08h54
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O ativista ‌brasileiro Thiago Ávila retornou a São Paulo na segunda-feira após sua detenção e deportação de Israel, onde alegou ter sido torturado e testemunhado abusos de prisioneiros palestinos durante 10 dias de custódia.

Ávila e o espanhol Abu Keshek faziam parte da ⁠segunda Flotilha Global Sumud, que partiu da Espanha em 12 ‌de abril, na tentativa de romper o bloqueio de Israel a Gaza com a entrega de ajuda. Os ‌dois foram presos e levados para ‌Israel depois que as forças israelenses interceptaram a flotilha, ⁠enquanto mais de 100 outros ativistas pró-palestinos foram levados para Creta.

Ávila e Abu Keshek foram detidos sob suspeita de crimes, incluindo auxílio ao inimigo e contato com um grupo terrorista. Ambos negaram as alegações. Eles foram liberados no sábado ‌e entregues às autoridades de imigração para deportação.

"Meu retorno foi ‌simplesmente uma correção de ⁠uma violação ⁠grave. Fui sequestrado por Israel, não preso", disse Ávila aos repórteres após ⁠sua chegada ao Aeroporto ‌Internacional de São Paulo-Guarulhos.

Ávila ‌alegou que ele e Abu Keshek sofreram "todos os tipos de violações" durante a detenção, acrescentando que os prisioneiros palestinos em celas próximas receberam tratamento pior.

Israel rejeitou as alegações ⁠do grupo de direitos humanos Adalah, que representou os dois em uma audiência judicial em Israel, de que os homens haviam sido torturados sob custódia e disse que todas as medidas tomadas estavam ‌de acordo com a lei.

Os governos da Espanha e do Brasil afirmaram que a detenção era ilegal.

"Precisamos derrotar (o primeiro-ministro ⁠israelense) Netanyahu e (o presidente dos EUA) Donald Trump, precisamos derrotar os criminosos de guerra", disse Ávila, enquanto os apoiadores seguravam cartazes pedindo que o Brasil cortasse os laços com Israel.

Gaza é administrada em grande parte pelo grupo militante palestino Hamas, que é designado como um grupo terrorista por Israel e por grande parte do Ocidente.

O ataque do grupo a Israel em 7 de outubro de 2023 deu início à guerra de Gaza, que deixou grande parte da população do enclave desabrigada e dependente de ajuda -- que, segundo as agências humanitárias, está chegando muito lentamente.

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