Script = https://s1.trrsf.com/update-1778180706/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Governo italiano descarta risco imediato de hantavírus, mas mantém cautela

Quatro passageiros que tiveram contato com infectada estão sob monitoramento

12 mai 2026 - 08h17
(atualizado às 08h33)
Compartilhar
Exibir comentários

O ministro da Saúde da Itália, Orazio Schillaci, afirmou nesta terça-feira (12) que o país vive uma situação de "absoluta tranquilidade" em relação ao hantavírus, após o monitoramento de passageiros que tiveram contato com uma paciente infectada durante um voo vindo da África do Sul.

Em declaração à margem de um evento em Roma para marcar o "Dia Internacional da Enfermagem", Schillaci enfatizou que "há absoluta calma na Itália".

"As quatro pessoas que tiveram contato com a paciente estão sendo cuidadosamente monitoradas, portanto não há motivo para alarme", declarou o ministro. "Quero tranquilizar os italianos de que não há perigo hoje", acrescentou.

Schillaci também rejeitou especulações sobre uma possível saída da Itália da Organização Mundial da Saúde. "Mas que tipo de saída da OMS?", respondeu aos jornalistas.

Paralelamente, a diretora de prevenção do Ministério da Saúde italiano, Mara Campitiello, explicou que as evidências científicas atuais indicam baixa transmissibilidade do hantavírus entre humanos.

Segundo ela, a transmissão ocorre principalmente por contato com urina, saliva e excreções de roedores infectados. Casos de transmissão entre pessoas seriam raros e dependeriam de convivência prolongada em ambientes fechados.

"Temos informações da literatura científica mais recente de que o vírus se espalha entre pessoas apenas quando há sintomas, por meio de partículas suspensas no ar", afirmou Campitiello em entrevista à Rádio Anch'io.

Ela ressaltou que um teste positivo não significa necessariamente que o indivíduo seja contagioso e alertou para a possibilidade de falsos positivos, defendendo cautela na interpretação dos exames.

"Devemos ter cautela e encarar todos esses conceitos com reservas, pois precisam ser comprovados. Por exemplo, no caso do americano, o teste deve ser repetido após 48 horas para confirmar se ele está realmente com o vírus", explicou Campitiello.

Segundo a diretora de prevenção, "a pandemia nos ensinou que não há certezas", mas "certamente" a Itália tem um "sistema de saúde preparado que está seguindo todos os procedimentos sanitários possíveis, e a Europa respondeu bem porque um mecanismo de controle foi implementado".

"No entanto, sempre digo que os vírus não têm passaporte, então não devemos nos alarmar, mas certamente sermos cautelosos quando há informações incompletas", concluiu.

Em meio à preocupação, alguns territórios italianos estão reforçando seus protocolos. Na região de Abruzzo, por exemplo, autoridades sanitárias realizaram uma reunião emergencial para discutir protocolos de vigilância epidemiológica e rastreamento de possíveis casos suspeitos.

A conselheira regional de Saúde, Nicoletta Verì, afirmou que não existe "alarme específico", mas destacou a necessidade de preparação diante de um eventual surto.

Na ocasião, foram examinados os procedimentos a serem implementados para a vigilância epidemiológica humana e o rastreamento de viajantes identificados como casos suspeitos.

Os infectologistas, microbiologistas e higienistas presentes concordaram em não subestimar o risco (que permanece muito baixo) de introdução do vírus no país. Contudo, ficou acordado elaborar uma circular regional sobre os aspectos organizacionais da vigilância epidemiológica humana, diagnóstico laboratorial, rastreamento de potenciais "casos" humanos e medidas para prevenir e controlar a transmissão do vírus.  

Ansa - Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra