Nº de migrantes mortos e desaparecidos no Mediterrâneo passa de mil
Dados revelados pela OIM dizem respeito ao ano de 2021
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que na rota do Mediterrâneo Central, que vai da Líbia à Itália, pelo menos 392 migrantes morreram afogados e 632 estão desaparecidos desde o início do ano, um total de 1.024 pessoas.
O boletim foi atualizado no último dia 21 de agosto e publicado nesta segunda-feira (23) na conta oficial da OIM no Twitter.
De acordo com a organização, em todo o ano passado foram confirmados 381 mortes e 597 pessoas desaparecidas no mar, ou seja, 978 ao todo.
Os dados ainda mostram que, em 2021, a Guarda Costeira da Líbia resgatou 22.419 migrantes, incluindo 1.530 mulheres e 803 menores, enquanto que em 2020 foram 11.891 pessoas durante todo o ano. Somente na última semana de 15 a 21 de agosto, os "resgatados ou interceptados" somaram 374.
Hoje, as autoridades marítimas da Líbia salvaram 51 migrantes egípcios depois que um barco naufragou a caminho da costa italiana. Outros 18 refugiados ainda permanecem desaparecidos enquanto um corpo foi recuperado sem vida. Os dados foram revelados nas redes sociais pelo site Libya Observer sem fornecer mais detalhes.
Além disso, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) relatou um naufrágio com 14 desaparecidos na cidade de Zauia, na Líbia.
"Entre a noite passada e hoje, 279 pessoas foram devolvidas à base naval em Trípoli (95) e ao porto da refinaria de petróleo Azzawiya (184) após três desembarques. Um corpo foi recuperado e 14 foram dados como desaparecidos durante a operação em Azzawiya, cerca de 45km a leste de Trípoli", escreveu a agência da ONU especializada em gestão de refugiados.