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Mundo Árabe

Navio com brasileiros resgatados da Líbia chega à Grécia

27 fev 2011 - 09h00
(atualizado às 09h03)
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Os 148 brasileiros que deixaram a cidade líbia de Benghazi, no sábado, chegaram neste domingo ao porto grego de Pireus, 7 km de Atenas, a bordo do navio Nisos Rodos, por volta das 2h da manhã (de Brasília), segundo a agência AFP.

No sábado, a Embaixada Brasileira na capital grega afirmou que os brasileiros, funcionários da Queiroz Galvão, devem retornar ao País a partir da segunda-feira, passando a noite em hotéis. No porto, será emitido um documento para permitir que entrem na Grécia e partam para o Brasil em um voo fretado pela construtora.

O navio ainda transportou 48 portugueses, 13 espanhóis e um tunisiano que estavam em Benghazi.

Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi

Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro, e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.

Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta do que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que Força Aérea líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas, entre manifestantes e policiais, tenham morrido.

Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora, xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte.

Além do clamor das ruas, a pressão política também cresce contra o coronel Kadafi. Internamente, um ministro líbio renuncioue pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbiostambém pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade.

Fonte: Terra
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