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Meloni critica planos de Israel para Gaza e Cisjordânia

Premiê alertou que medidas podem comprometer Estado palestino

21 ago 2025 - 12h06
(atualizado às 12h29)
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A premiê da Itália, Giorgia Meloni, expressou nesta quinta-feira (21) "profunda preocupação" com o início da ofensiva terrestre de Israel para ocupar a Cidade de Gaza, principal centro urbano da Faixa de Gaza e que abriga cerca de metade da população do enclave palestino.

Tanques israelenses posicionados na fronteira com a Faixa de Gaza
Tanques israelenses posicionados na fronteira com a Faixa de Gaza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Além disso, criticou a aprovação de um plano para construir um assentamento judaico que dividirá a Cisjordânia ocupada em duas, iniciativa que, na prática, pode inviabilizar a criação de um Estado palestino.

"A Itália segue com profunda preocupação os desenvolvimentos recentes relativos às decisões tomadas pelo governo israelense a respeito da situação na Faixa de Gaza e na Cisjordânia e reafirma com firmeza o próprio compromisso em defesa da paz, da segurança e do respeito ao direito internacional", declarou Meloni em um comunicado.

"A decisão de proceder com a ocupação de Gaza, em resposta ao desumano ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, constitui uma nova escalada militar que agravará a já dramática situação humanitária", acrescentou.

A ofensiva deve provocar a evacuação de 1 milhão de pessoas, em meio a um cenário de fome generalizada na população e de destruição quase total no enclave. "Seria necessário um empenho coletivo para alcançar um cessar-fogo e a libertação dos reféns, reforçando o esforço internacional para assegurar a assistência humanitária que é urgentemente necessária para a população da Faixa", salientou a premiê.

Sobre o plano de Israel para construir um assentamento em E1, área a leste de Jerusalém, Meloni afirmou que a medida arrisca "comprometer definitivamente a solução de dois Estados e, em geral, uma perspectiva política para obter uma paz justa e duradoura".

A colônia, aprovada pelo ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, político de extrema direita que defende a anexação da Cisjordânia, inviabilizaria o surgimento de um Estado palestino contíguo e com capital em Jerusalém Oriental, contrariando a histórica resolução da ONU de 1967.

Ansa - Brasil
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