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Lula defende italiana relatora da ONU sancionada pelos EUA

'Albanese não pode ser silenciada por dizer a verdade' sobre Israel, disse

22 set 2026 - 12h15
(atualizado às 12h36)
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Resumo
Na Assembleia Geral da ONU, o presidente Lula defendeu a relatora Francesca Albanese, sancionada pelos EUA após publicar relatório que acusa Israel de genocídio contra palestinos e pedir embargo de armas ao país. Afirmando que Albanese não pode ser silenciada por dizer a verdade, Lula criticou o governo Netanyahu pelas mortes em Gaza e pelo avanço de assentamentos ilegais, que ameaçam a criação de dois Estados, embora também tenha condenado os ataques terroristas do Hamas contra civis israelenses.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (22) a italiana Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas sobre os territórios palestinos ocupados, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, após ela ter sido alvo de sanções dos Estados Unidos por causa de relatórios críticos a Israel.

Francesca Albanese foi sancionada pelos EUA devido a críticas contra Israel
Francesca Albanese foi sancionada pelos EUA devido a críticas contra Israel
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"A relatora especial da ONU Francesca Albanese não pode ser silenciada por dizer a verdade", declarou o petista, recebendo aplausos do plenário.

A italiana foi sancionada pelo governo dos Estados Unidos, que a acusa de pressionar o Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia para processar empresas e autoridades americanas e israelenses.

A punição foi adotada após Albanese divulgar um relatório no qual acusa Israel de ser responsável por "um dos genocídios mais cruéis da história moderna" e dezenas de companhias ? inclusive dos EUA ? de financiar a "remoção dos palestinos dos territórios ocupados", além de pedir um "embargo abrangente de armas" contra o país judeu.

Em seu discurso na ONU, Lula ecoou as críticas da relatora e disse que "gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza".

"Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em segurança", acrescentou. Por outro lado, o presidente declarou que "civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas".

Ansa - Brasil
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