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Na ONU, Trump volta a ameaçar Irã e diz que decidirá entre acordo e 'aniquilação'

Republicano também exaltou seu governo e disse que país 'está mais forte do que nunca'

22 set 2026 - 12h18
(atualizado às 12h32)
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Resumo
Na Assembleia Geral da ONU, Donald Trump ameaçou o Irã, afirmando que decidirá entre negociar um acordo ou "aniquilar" o país persa para impedir que obtenha armas nucleares. O líder americano declarou que Teerã perdeu sua força militar e enfrenta grave crise econômica, instando a comunidade internacional a isolá-lo. Trump também expressou confiança de que os iranianos negociarão após as eleições nos EUA e exaltou o poderio econômico, militar e tecnológico norte-americano sob a sua liderança.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, afirmando que terá que decidir entre fechar um acordo com Teerã ou partir para uma ação que, em suas palavras, poderia "aniquilar" o país persa.

Segundo o republicano, porém, ele está convencido de que os iranianos aceitarão um acordo após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

"Tenho uma grande decisão a tomar", afirmou Trump, ao dizer que poderia optar por um acordo ou por "aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente". "Será que eu levo eles para o inferno, sem chance de sobrevivência?", questionou.

O líder americano também reiterou que o Irã deixou de ser uma potência no Oriente Médio e reafirmou que seu compromisso de impedir que Teerã adquira armas nucleares "tem sido inabalável".

"Há dois anos, nosso país estava morto. Agora, vivemos uma era de ouro. Agimos de forma decisiva para resolver os problemas do mundo", declarou Trump, ao abordar diferentes questões internacionais, incluindo o que chamou de "regime fanático do Irã".

Em seu pronunciamento, o republicano afirmou que Washington já havia dado "todas as chances" para que Teerã chegasse a um acordo antes de uma ação militar.

Além disso, destacou que o Irã perdeu sua capacidade militar convencional e enfrenta graves dificuldades econômicas.

"O Irã não tem mais Marinha, não tem mais Força Aérea, não tem mais armas", declarou, acrescentando que "a única coisa que restou foi a inflação, que está destruindo o país deles".

Trump também pediu que outros países se juntem aos Estados Unidos em uma estratégia de isolamento econômico do Irã e rejeitou críticas sobre uma eventual falta de munição ou armamentos. "Nós as temos, e em grande quantidade", afirmou.

Antes disso, Trump dedicou parte significativa do discurso à situação doméstica dos Estados Unidos, promovendo suas políticas econômicas e criticando a administração anterior.

"Os EUA estão de volta. Nosso país está mais forte hoje do que jamais esteve. Nossa economia faz a inveja do mundo, nossos militares são os mais poderosos do mundo, nossa tecnologia não tem rivais", declarou.

Segundo ele, os Estados Unidos estão "liderando em praticamente tudo" e atravessam um período de crescimento: "O nosso poder está se expandindo. Nosso país está indo melhor do que jamais esteve, nosso futuro é muito brilhante".

Entre as autoridades americanas presentes no plenário durante o discurso estavam a primeira-dama dos EUA, Melania Trump; o secretário de Estado Marco Rubio; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz; e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles. 

Ansa - Brasil
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