Brasileiro de 24 anos morre em primeira missão na guerra na Ucrânia
Paulo Ricardo Dutra teria pisado em uma mina enquanto buscava mantimentos; 38 brasileiros já morreram no conflito entre Rússia e Ucrânia
Um jovem de Santa Catarina morreu na última semana ao pisar em uma mina durante sua primeira missão na guerra da Ucrânia. Paulo Ricardo Dutra tinha 24 anos e era natural de Camboriú. A família foi informada da morte no último domingo, 13.
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Ao jornal O Globo, a mãe do rapaz disse que não conseguiu mais informações sobre onde está o corpo para poder enterrá-lo no Brasil. A família detalhou que o jovem decidiu ir para a guerra depois de ver uma proposta nas redes sociais, que pagaria passagem e um salário. Paulo Ricardo embarcou no dia 8 de junho deste ano.
"Ele trabalhava com vendas em empresas de construção. Era um guri de família, trabalhador, de bom coração. Mas ele quis ir. Dizia que era uma chance para seguir carreira. Ele tinha vontade de voltar ao Brasil e trabalhar com segurança privada ou algo do tipo. Foi com boas intenções. Mas, quando chegou lá, a história foi outra e acabou ganhando menos do que aqui", contou a irmã ao jornal.
O último contato de Paulo com a família foi feito na madrugada do último dia 9. Na mensagem, ele contava que estava indo em sua primeira missão. Amigos do rapaz entraram em contato com a família e disseram que ele teria pisado na mina enquanto ia pegar mantimentos em um drone.
Ao Terra, o Ministério das Relações Exteriores informou que tem conhecimento do caso, por intermédio da Embaixada do Brasil em Kiev, e que está em contato com a família. "A Embaixada busca obter mais informações e eventual confirmação do ocorrido junto às autoridades locais", afirma.
Até o momento, há registro de 38 brasileiros falecidos e de 102 “desaparecidos em combate” no conflito entre Rússia e Ucrânia, sendo 36 falecidos e 92 “desaparecidos em combate” pelo lado ucraniano; e 2 falecidos e 10 “desaparecidos em combate” pelo lado russo. Esses números decorrem de comunicações oficiais por parte dos governos russo e ucraniano ao governo brasileiro.
Em comunicado destinado aos brasileiros que desejam se alistar voluntariamente, o Ministério já havia informado que a "assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países. Não há obrigatoriedade por parte do poder público para o pagamento de passagens ou o custeio de retorno de cidadãos do exterior".
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