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UE destinará 3,3 bilhões de euros para Ucrânia, afirma Von der Leyen

Quantia auxiliará Kiev na aquisição de mísseis e drones

17 set 2026 - 17h43
(atualizado às 17h56)
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Resumo
A União Europeia fornecerá 3,3 bilhões de euros à Ucrânia para a compra de mísseis e drones e financiará projetos conjuntos de defesa, anunciou Ursula von der Leyen a Volodymyr Zelensky. O apoio ocorre em meio ao aumento de tensões: a premiê italiana Giorgia Meloni acusou a Rússia de intensificar provocações para mascarar falhas no campo de batalha, cenário reforçado pelo alerta de caças da Otan na Lituânia após aviões militares russos violarem o espaço aéreo na região.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quinta-feira (17) que disponibilizará ao menos 3,3 bilhões de euros à Ucrânia.

Quantia auxiliará Kiev na aquisição de mísseis e drones
Quantia auxiliará Kiev na aquisição de mísseis e drones
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com a autoridade europeia, que conversou por telefone com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quantia auxiliará Kiev na aquisição de mísseis e drones e será encaminhada amanhã (18).

"Na semana passada, aprovamos o financiamento para sistemas Patriot por meio do nosso empréstimo para apoiar a Ucrânia. No entanto, é evidente que é preciso fazer mais. Por isso, anunciei que estamos prontos para usar os fundos restantes do programa SAFE para lançar uma nova iniciativa dedicada a projetos conjuntos de defesa entre a UE e a Ucrânia", declarou.

O presidente ucraniano, por sua vez, escreveu em suas redes sociais que a conversa com Von der Leyen foi produtiva e agradeceu à líder europeia pela atenção dedicada ao país.

"A iniciativa de usar os fundos remanescentes do SAFE para financiar novos projetos de defesa da Ucrânia e da União Europeia é muito oportuna e realmente necessária. Discutimos as medidas necessárias para garantir nossa resiliência em defesa", comentou Zelensky.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, foi outra líder que abordou o conflito no leste europeu. A chefe de governo, que se reuniu com seu homólogo norueguês, Jonas Gahr Store, avaliou que "as crescentes provocações da Rússia não estão saindo como planejado".

"As provocações de Moscou estão aumentando porque Putin precisa desviar a atenção, buscando uma escalada com a Europa de uma situação no campo de batalha que não está indo como prometido. Precisamos nos perguntar quem se beneficia de uma escalada e agir de acordo. Não devemos reagir a provocações; isso beneficiaria mais a Rússia do que a Europa", avaliou Meloni.

Paralelamente, dois caças Eurofighter F-2000 da Força Aérea Italiana, integrados à missão Baltic Thunder III, decolaram da base de Siauliai, na Lituânia, em alerta de resposta rápida. A ação ocorreu no âmbito da defesa aérea da Otan no flanco leste, após duas aeronaves de guerra russas violarem o espaço aéreo da região.

Ansa - Brasil
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