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Ucrânia apoiará cessar-fogo se EUA garantirem intenção de Moscou, diz Zelenskiy

14 set 2026 - 15h36
(atualizado às 17h40)
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Resumo
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, declarou que apoiará a proposta dos EUA de cessar-fogo contra alvos energéticos apenas se Washington garantir que Moscou quer, de fato e a longo prazo, encerrar a guerra. A fala ocorreu após Donald Trump afirmar que os dois países já haviam chegado a um acordo sobre o tema. Zelenskiy negou o endosso formal imediato, ressaltando a falta de sinais de disposição russa, e exigiu garantias confiáveis para cessar as retaliações contra a indústria russa.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy afirmou ‌nesta segunda-feira que Kiev está pronta para apoiar uma proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia em relação a instalações de energia, mas somente se Washington puder garantir que Moscou está realmente disposta a encerrar a ⁠guerra contra a Ucrânia.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy
10 de setembro de 2026
REUTERS/Ahmed Zakot
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy 10 de setembro de 2026 REUTERS/Ahmed Zakot
Foto: Reuters

Zelenskiy fez os comentários em seu pronunciamento diário ‌em vídeo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que Ucrânia e Rússia haviam concordado em não atingir alvos ‌relacionados à energia uma da outra.

"Se isso ‌puder se tornar o primeiro passo para a desescalada, ⁠um passo rumo ao fim dos ataques russos contra nossa infraestrutura crítica e nossos ataques em resposta, a Ucrânia está pronta para apoiar a desescalada", disse Zelenskiy.

"Até agora, ninguém viu qualquer disposição genuína por parte da Rússia em pôr fim à guerra. Mas ‌se os nossos parceiros americanos puderem garantir que a Rússia esteja ‌verdadeiramente disposta a acabar ⁠com a guerra ⁠que visa destruir vidas, e a fazê-lo de forma honesta e a ⁠longo prazo, a Ucrânia tomará ‌as suas próprias medidas ‌de desescalada."

Na guerra que já dura quatro anos e meio, a Rússia frequentemente atacou instalações de energia ucranianas, uma campanha que causou grandes danos às redes de aquecimento e eletricidade e ⁠perturbou gravemente tanto a indústria quanto a vida cotidiana dos civis.

Há meses, as Forças Armadas da Ucrânia lançam ataques contra instalações industriais russas, em particular contra a indústria petrolífera, um pilar da economia russa. Esses ataques causaram ‌grave escassez de gasolina em muitas regiões da Rússia.

Anteriormente, Zelenskiy havia publicado comentários nas redes sociais que equivaliam a uma negação ⁠de que a Ucrânia tivesse endossado formalmente a declaração de Trump de que os dois lados haviam concordado em interromper os ataques.

O presidente ucraniano afirmou que a Ucrânia não estava convencida de que a Rússia estivesse disposta a cumprir qualquer acordo.

Qualquer acordo tinha que ser "confiável, de longo prazo e ter um impacto real na vida das pessoas ", disse ele.

Em sua declaração, Trump disse que os dois lados concordaram em não atingir alvos de energia um do outro.

"A Ucrânia concordou em não atingir alvos de energia russos. A Rússia concordou em fazer o mesmo!", escreveu ele nas redes sociais.

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