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Itália investiga condutor de táxi aquático após acidente com brasileira desaparecida

Autoridades locais consideram hipótese de homicídio culposo náutico

14 set 2026 - 15h51
(atualizado às 15h58)
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Resumo
O Ministério Público de Veneza investiga por homicídio culposo o condutor de um táxi aquático que colidiu com um barco, causando a morte do italiano Sean Michieli e o desaparecimento de sua esposa, a brasileira Gabriella Querino. Perícias nos cascos tentarão esclarecer a dinâmica do acidente, já que não há imagens e o taxista é a única testemunha. Enquanto isso, equipes enfrentam águas turvas e correntes de maré para tentar localizar o corpo da brasileira na região da ilha de Tessera.

O Ministério Público de Veneza, na Itália, abriu uma investigação contra o condutor do táxi aquático envolvido no acidente que causou o desaparecimento da brasileira Gabriella Querino, de 26 anos, e a morte de seu marido, Sean Michieli, que tinha 25.

Autoridades locais consideram hipótese de homicídio culposo náutico
Autoridades locais consideram hipótese de homicídio culposo náutico
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A apuração, aberta para determinar as responsabilidades pela colisão, considera a hipótese de homicídio culposo náutico.

"Eles cruzaram no escuro, não consegui evitar. Eu vi o barco no último instante e não tive tempo de frear", teria dito o taxista aos investigadores venezianos.

Os promotores determinaram a realização de uma autópsia no corpo de Michieli, que morreu em decorrência dos ferimentos provocados pelo acidente, para tentar esclarecer as circunstâncias da colisão. Os investigadores também solicitaram uma série de exames técnicos nas embarcações envolvidas.

Os peritos examinarão os cascos e os danos provocados pelo impacto para reconstruir as trajetórias, determinar a velocidade das duas embarcações, verificar a direção em que navegavam e identificar o ponto e a dinâmica da colisão. Até o momento, o taxista é a única testemunha direta do acidente, e não há imagens de câmeras de segurança que tenham registrado a batida.

Enquanto isso, as equipes de resgate continuam as buscas por Querino na movimentada região da ilha de Tessera, que dá acesso ao Aeroporto Marco Polo. A operação é dificultada pela turbidez da água e pela variação na profundidade dos diferentes pontos do fundo marinho. Além disso, as correntes provocadas pelo movimento das marés dificultam o trabalho dos bombeiros. .

Ansa - Brasil
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