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Itália inicia novo ano letivo em meio a alertas de segurança

Retorno às aulas ficou marcado por grave acidente na província de Lecco

14 set 2026 - 14h58
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Resumo
Cerca de oito milhões de alunos retomaram as aulas na Itália sob alertas sobre a infraestrutura escolar. Dados da organização Legambiente revelam que 31,7% dos edifícios necessitam de reformas urgentes e mais da metade carece de laudos de risco sísmico, evidenciando o ritmo lento de modernização do setor. O início do ano letivo também foi marcado por um grave acidente no primeiro dia de aula, no qual um estudante de 18 anos foi atropelado por um ônibus público na província de Lecco.

Cerca de oito milhões de alunos em toda a Itália iniciam, a partir desta segunda-feira (14), o novo ano letivo após mais de três meses de férias de verão.

    O retorno às escolas ocorre de forma escalonada nas diferentes regiões do país e é marcado por reparos, preocupações com a segurança dos edifícios e um acidente grave envolvendo um estudante no primeiro dia de aula.

    Hoje (14), os alunos de Friuli Venezia Giulia, Ligúria, Marcas, Molise, Piemonte, Úmbria e Lombardia voltaram para as salas de aula. Nos próximos dias, estudantes de outras dez regiões também retornarão às atividades.

    Na semana passada, as aulas já haviam recomeçado no Vêneto, no Vale de Aosta e nas províncias autônomas de Trento e Bolzano.

    Em Roma, uma das escolas que retomaram as atividades nesta segunda foi o complexo escolar Balzani, parte do Instituto Compreensivo Salacone. O prédio havia sido danificado pela explosão de um depósito de GLP nas proximidades, ocorrida em 4 de julho de 2025.

    Durante a cerimônia de reabertura, o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, destacou o esforço realizado para recuperar a unidade. Segundo ele, foram investidos 2,4 milhões de euros nas obras, realizadas ao longo de cerca de dez meses.

    "Estávamos todos aqui naquele 4 de julho ? aquele dia terrível marcado por uma explosão que, além de causar muitos feridos e vítimas, provocou danos estruturais nesta escola", afirmou Gualtieri.

    Para o prefeito, a reabertura representa o cumprimento de uma promessa feita após o acidente. Também participaram da cerimônia representantes da prefeitura, da administração municipal e da comunidade escolar.

    O início do ano letivo também chama atenção para as condições da infraestrutura escolar italiana. Segundo o relatório Ecosistema Scuola, divulgado pela organização ambientalista Legambiente, 31,7% dos edifícios escolares monitorados ainda precisam de reparos urgentes.

    A situação é ainda mais crítica no Sul da Itália, onde o índice chega a 45,2%, e nas ilhas, onde alcança 54,2%. No Centro e no Norte, a proporção permanece abaixo de 27%.

    O levantamento aponta que houve avanços em alguns indicadores. A parcela de escolas com certificado de habitabilidade passou de 47,2% em 2024 para 53,5% em 2025. Também aumentou a participação de edifícios com melhorias de eficiência energética, de 15,9% para 19,4%.

    Apesar disso, o relatório considera o ritmo de modernização insuficiente. Dos projetos de infraestrutura escolar financiados pelo Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR), seis em cada dez projetos de novas escolas ainda estão em andamento, assim como quase metade dos projetos de creches.

    Outro dado que preocupa é que 57,2% das escolas ainda não passaram por avaliações de vulnerabilidade sísmica. Além disso, as novas escolas construídas nos últimos cinco anos representam apenas 1,3% do parque imobiliário monitorado.

    Paralelamente, um acidente grave também marcou o retorno às escolas na província de Lecco, no norte do país.

    Um estudante de 18 anos ficou gravemente ferido após ser atropelado por um ônibus de transporte público em Casatenovo, próximo ao Instituto Fumagalli. O acidente ocorreu no início da tarde, pouco depois da saída dos alunos.

    As circunstâncias da ocorrência estão sendo investigadas. O jovem recebeu atendimento de emergência e foi levado ao hospital em estado grave. Uma ambulância, uma equipe médica, um helicóptero de resgate vindo de Milão, bombeiros e agentes dos carabineiros foram mobilizados. Representantes da escola e professores também estiveram no local após o acidente. .

Ansa - Brasil
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